Brasil

NÃO VÃO NOS CALAR!!!

Posso dar um relato pessoal da perseguição sofrida. Logo após as eleições, começaram a rodar listas que me incluiam como parte de “milícia digital” de Bolsonaro. Até aí, aceitável, apesar do tom pejorativo.

Mas a acusação foi evoluindo para atividades criminosas como receber ordens do próprio presidente da República para caluniar e difamar opositores. Aí, já ultrapassa a crítica aceitável, pois fui acusado de um crime. E falsa acusação de crime é um crime em si, por isso processo quem me acusa disso. Mas o negócio não parou por aí.

Utilizando o vazamento de um grupo de WhatsApp, montado justamente para se defender de falsas acusações feitas pelo Estadão, o FELIPE MOURA BRASIL fez uma capa de revista para acusar os membros do mesmo “crime”, sem que houvesse ali prova alguma disso. 

A reportagem foi usada por Rui Falcão do PT, para convocar boa parte dessa lista para a CPI das Fake News, criada justamente para constranger quem apoia Bolsonaro e critica o podre sistema político. No STF, em paralelo, corre o inquérito ilegal de Toffoli com mesmo objetivo. O mais impressionante foi descobrir que pessoas ligadas ao MBL, que mantém forte ligação com Felipe Moura Brasil, estão atuando diretamente na CPI, fazendo dossiês e ajudando deputados e senadores da esquerda na perseguição. 

O mais irônico é que eu e muitos ali acusados foram os primeiros a defender o MBL, quando o grupo foi alvo de perseguição por parte do Facebook, da imprensa e da esquerda em geral, onde se criou um grupo para lutar contra a censura na web. 

Mais ironia ainda é que nesse grupo havia uma clara percepção que os termos Fake News e “discurso de ódio” eram utilizados pela esquerda para perseguir críticos, além da busca de criminalizar memes e perfis que utilizam pseudônimos. Muitos desses que hoje fazem parte do que eu defino como “Isentosfera” passaram então a defender a estratégia de buscar a censura nas redes, justamente usando o termo “Fake News” e “discurso de ódio” como justificativa. 

Segundo esse pessoal, há uma rede organizada para denegrir pessoas que não se alinham ao movimento encabeçado por Bolsonaro, algumas dentro da máquina pública, que seriam pagas com dinheiro público para tal, como os petistas faziam. 

Em primeiro lugar, há uma linha cinzenta entre “denegrir” e simplesmente participar de uma guerra intensa, cheia de golpes baixos, nas redes.

Em segundo, funcionário público dar opinião é muito diferente de criar militância paga com verba de publicidade ou de propina mesmo. Apesar de ser salutar questionar a intenção de qualquer pessoa que participe do debate público, além do tempo dispensado a atividade de discutir política no Twitter, servidores públicos tem o direito de se manifestar. 

Em relação à acusação dessa rede de “milícia”, posso dar o meu relato pessoal: NUNCA recebi ordem de alguém para postar algo, NUNCA recebi nada por isso, NUNCA tive como objetivo caluniar ou difamar alguém. Defendo aquilo que acredito, por convicção pessoal. 

E dada a forçação de barra, utilizando até prova falsa, como vimos na imprensa, e agora na CPI, acredito que tal rede não exista. Apesar de ter contato com algumas das pessoas acusadas, NUNCA vi nada parecido com isso. 

Há uma identificação com o movimento conservador que gera uma série de grupos diferentes, alguns mais educados, outros mais agressivos, alguns com péssimas posturas, mas isso é de se esperar num ambiente deflagrado, como o mundo político virtual. 

Além disso, há claramente uma MAIORIA de pessoas na web que apoiam o movimento, o presidente e o defendem, alguns de forma agressiva. Atribuir a isso um comportamento criminoso que parte do próprio presidente segue estratégia de desinformação e ataque político. 

O objetivo é criar alguma desculpa para deslegitimar o próprio processo político que o elegeu, além de criar alguma desculpa para retirá-lo do poder, calando assim as redes que formam o maior inimigo do establishment político podre, que ainda manda no Brasil.

Querem nos calar. Não conseguirão. Continuarei a fazer exatamente o que sempre fiz, e desafio quem se diz defensor da liberdade de expressão em se levantar contra essa clara campanha, por parte do Estado, representada pela CPI e pelo inquérito do Toffoli, para censurar e perseguir. 

Leandro Ruschel, membro do Conselho de Administração do Avança Brasil, Fundador do Grupo L&S. Especialista em investimentos. Apaixonado por filosofia e ciência política. Empreendedor. Admirador da excelência. Conservador.

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