Brasil

O PAÍS DO FUTURO

O pintor Pedro Américo pintou em 1888 um dos quadros mais conhecidos do Brasil, chamado “Independência ou Morte” (também conhecido como “O Grito do Ipiranga”).

O quadro foi encomendado pelo próprio D. Pedro II, para exaltar D. Pedro I e relembrar o nascimento da nação e do Império Brasileiro.

A tela está exposta no Museu do Ipiranga, em São Paulo, e merece ser vista por todos que passarem por lá.

O Brasil começou sua existência como um glorioso império, em uma monarquia constitucional hereditária, encabeçada por uma das famílias mais nobres do mundo.

Por quase 70 anos, esse sistema funcionou muito bem.

Agora prossegue o Brasil há 130 anos como uma República, que já atravessou várias fases: a) República Velha (1889), b) Estado Novo Constitucionalista (1930), c) República Populista (1946), d) período militar (1964), e) Nova República (1985).

Estamos em 2019, exatamente 34 anos do início da Nova República advinda com a redemocratização do país. Ninguém sabe o que vai acontecer nos próximos anos.

Mas a história do país nos mostra que toda ‘Ordem Republicana’ dura cerca de 30 anos, em média. A República Brasileira tem vocação para crises institucionais, e talvez atravessemos, nesses dias atuais, exatamente o limiar de alguma ruptura institucional que fará nascer outra “Nova República”, como já ocorre há 100 anos no Brasil. Ou talvez não: a República Brasileira pode finalmente ter amadurecido a ponto de se consolidar de vez, não precisando mais de rupturas.

Estamos no olho do furacão, e exatamente no marco-zero entre duas fases da nossa República ou o prosseguimento dessa que vigora hoje. Aguardemos o desenrolar disso tudo (2022 dirá o que será consolidado na nossa República), rezando para que Deus nos ajude a atravessar esse período turbulento de agora, quando se está aprimorando, na República, a forma de se fazer política e de se conduzir os Poderes.

Hoje é dia de pensarmos no país, e de comemorarmos a nossa existência no planeta, como Brasil dos brasileiros, que está de pé, incólume, há quase 200 anos, sem sofrer uma única perda de território, e passando por apenas uma guerra, a da Tríplice Aliança, e ainda fora de seu território (não vou incluir aqui a 2ª Guerra Mundial, porque o Brasil não teve qualquer participação nos atos que a desencadearam, obviamente).

Somos grandiosos, como Nação: quinto maior país do mundo; quinta maior população do mundo; um dos maiores PIB do mundo; e certamente a maior bio-diversidade do planeta.

Mas somos, desde a nossa fundação, com aquele grito de Independência de Pedro I, no quadro retratado por Pedro Américo, eternamente, o “país do futuro”.

Façamos esse futuro finalmente chegar.

Guillermo Federico Piacesi Ramos é advogado e colaborador do Avança Brasil

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