Brasil Executivo

O General Santos Cruz se posiciona para atacar o Ministro Ernesto de Araújo!

Ao intensificar os movimentos para influenciar a nomeação da nova cúpula da APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), a ala militar liderada pelo General Santos Cruz atua como um rolo compressor e busca passar por cima até mesmo das indicações do próprio Ministro de Relações Exteriores Ernesto de Araújo.

Pouco republicana e sem compromisso com o protocolo estabelecido pelo Presidente da República Jair Bolsonaro, no qual cada Ministério ou Secretaria com status de Ministério tem autonomia para preservar suas indicações, contratos e decisões estratégicas, a qual inclui a formação de quadros e cargos de confiança, o comportamento do General Santos Cruz é minimamente questionável e preocupante.

Diante de um processo de reconstrução da imagem do Brasil no exterior e redesenho das relações do Brasil com países parceiros e aliados, um eventual enfraquecimento do Ministro Ernesto de Araújo, que por sinal realiza um belo trabalho, discreto e eficiente, sinalizaria negativamente para os países que fato fazem uso de inteligência e confiabilidade para se relacionar com a nata da diplomacia brasileira.

A relação de complementariedade do soft power, na qual a diplomacia tem um papel relevante, com o hard power, onde o generalato tem um papel de destaque, faz sentido desde que as fronteiras de trabalho entre as estruturas sejam respeitadas e preservadas. Assim, os generais não devem ultrapassar a soberania e atuação do território de colegas civis, também com um papel de destaque no Governo Bolsonaro.

O Movimento Avança Brasil defende o equilíbrio entre os poderes, o respeito entre os ministros e deseja que o General Santos Cruz seja bem sucedido na Secretaria de Governo. Validando a estratégia do Presidente de nomear 1/3 de militares, 1/3 de políticos de carreira e 1/3 de técnicos e especialistas para os 22 ministérios, se o General Santo Cruz cruzar a fronteira, deveria receber um “cartão amarelo”.

Afinal de contas, aconteceu com o Gustavo Bebianno, da Secretaria da Presidência, que recebeu um “cartão vermelho” por forçar uma agenda secreta na agenda institucional do governo. Nada impede que o próximo “cartão vermelho” aconteça na ala militar.

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