Justiça

US$ 250 MILHÕES: QUEM É O BILIONÁRIO DE ESQUERDA QUE FINANCIA GLENN GREENWALD E O THE INTERCEPT

No início de 2014 o jornalista americano Glenn Greenwald estava feliz da vida. Ele acabava de anunciar a criação do The Intercept, um site baseado nos Estados Unidos e pretensamente independente.

Greenwald havia obtido notoriedade mundial ao divulgar as histórias e arquivos do ex-funcionário da NSA e CIA, Edward Snowden, hoje asilado e protegido por Vladimir Putin na Rússia.

O The Intercept nascia como um dos primeiros filhos da New Look Media, a corporação bancada pelo bilionário Pierre Omidyar, dono do EBay, com aporte de US$ 250 milhões, o equivalente a 1 bilhão de reais.

Incrível, mas verdadeiro. Aporte de nada menos que US$ 250 milhões.

Os números constam em várias fontes, incluindo reportagem de 2014 do site G1 intitulada “Jornalista que denunciou espionagem da NSA lança site”.

Conforme o bilionário fundador, para “apoiar vozes independentes, do jornalismo investigativo destemido e do cinema documentário às artes, cultura, mídia e entretenimento”.

Omidyar tem 50 anos. É filho de iranianos que viviam na França, onde nasceu. Migrou com seus pais para os EUA nos anos 80. Foi um bom aluno e se formou em ciência da computação em 1988 em uma universidade de Massachusetts. Fundou nos anos 90 um site de leilões que rapidamente se tornaria o EBay, uma das maiores plataformas de vendas do mundo. Segundo a Forbes, está na posição 120 dentre os homens mais ricos do planeta, com fortuna pessoal de US$ 13,3 bilhões.

Atualmente vive no estado americano do Hawaii.

É conhecido nos Estados Unidos como um homem de esquerda que banca projetos de esquerda.

Segundo o Influence Watch, do think tank Capital Research Center, Omidyar “financia organizações de esquerda, incluindo projetos de jornalismo investigativo. Omidyar é um financiador da política de esquerda e deu US$ 100 mil para o NeverTrump PAC, um grupo que se opunha ao candidato presidencial republicano em 2016, Donald Trump”.

Em 2016, Glenn Greenwald, que após o sucesso decidiu morar no Rio de Janeiro, lançou a versão brasileira do The Intercept.

Assim como seu financiador, Glenn é de esquerda e tem ligações com membros proeminentes do PT e do PSOL, sendo sempre muito elogiado por eles. Na vida pessoal, é casado com David Miranda (PSOL), o suplente que virou deputado federal quando o verdadeiro eleito Jean Wyllys decidiu renunciar.

Há alguns dias, trabalhando com informações sigilosas roubadas de membros da Operação Lava Jato e, segundo ele entregues por uma “fonte anônima”, Glenn iniciou uma série de reportagens com objetivo de gerar comoção nacional e destruir o trabalho do juiz Sérgio Moro, dos procuradores, da Polícia Federal, etc.

Ninguém sabe ao certo se os dados roubados e usados como fonte jornalística são 100% verdadeiros. O próprio juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, reconheceu em entrevista que não há nada grave nos diálogos divulgados entre ele e membros da operação, mas que não pode confirmar se são verídicos, visto que ocorreram entre 2015 a 2017.

Fato é que se Glenn Greenwald tiver sucesso em seus objetivos sombrios, o que até agora parece improvável, a festa não será apenas na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso condenado por diversos crimes.

A festa não será apenas nas sedes do PT, PSOL e demais partidos de esquerda.

A festa não será apenas da maior e mais corrupta e articulada Organização Criminosa que já assaltou o Brasil.

A festa será também no Hawaii.

Por Diego Casagrande (PORTO ALEGRE, 1972) É UM JORNALISTA, RADIALISTA, ESCRITOR, CRONISTA E PALESTRANTE BRASILEIRO.

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