Política

DEPUTADA DO PSL RELATA TER SOFRIDO AMEAÇAS POR MINISTRO DO TURISMO. MINISTRO DESMENTE E DIZ QUE É DIFAMAÇÃO

Em entrevista à Folha, a deputada federal Alê Silva, do PSL de Minas, afirmou ter recebido a informação de que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a ameaçou de morte em uma reunião com correligionários, no fim de março.

“Prometi na vida pública combater a corrupção e jamais iria me calar diante do surgimento de um foco de corrupção tão perto de mim. Senti-me na obrigação de levar os fatos ao conhecimento do Ministério Público. No início me mantive em silêncio por receio da reação dos envolvidos. Agora vieram sérias ameaças, que se concretizaram através de interlocutores do ministro.”

Na última quarta-feira, a deputada solicitou proteção policial.

Alê foi a primeira congressista a relatar às autoridades a existência do esquema de laranjas do PSL de Minas.

Em resposta às declarações de Alê Silva na Folha, o ministro Marcelo Álvaro Antônio afirmou que a deputada move uma campanha de difamação contra ele.

“É importante destacar para aqueles que não me conhecem que essa postura agressiva e ameaçadora não tem nenhuma correspondência com a minha história de vida. Mais uma vez, atribuem a mim comportamentos e atitudes que distorcem completamente da minha pessoa”, afirmou.

“É lamentável ainda que a senhora Alessandra Silva, deputada eleita pelo PSL de Minas, insista em sua campanha difamatória motivada por uma frustração pessoal.”

Janaina Paschoal usou o Twitter neste sábado para cobrar de Jair Bolsonaro uma posição sobre a declaração da deputada Alê Silva.

Como registramos mais cedo, Alê relatou ameaça de morte pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

“Todo meu apoio à Deputada Federal Alê Silva. E agora, Presidente? O Ministro do Turismo fica? A Deputada Federal eleita também estaria mentindo? Exijo a demissão do Ministro! Não tem que esperar conclusão de inquérito nenhum!

Telefonei para a Deputada, que não para de chorar! Como é que pode uma situação dessas e o Presidente não tomar providências? Não pode! O afastamento do Ministro não implicará atribuição de culpa, apenas um sinal de que o Presidente se importa com as mulheres de seu partido.”

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