Brasil

QUANDO O SILÊNCIO VIROU COVARDIA

Era uma vez uma nação cobiçada e atacada por saqueadores. O povo iludido e desarmado estava cansado de tanto suplicar por Justiça. O poder supostamente baluarte da moralidade daquela república perdera sua máscara. A estrutura daquele Judiciário havia sido tomada por uma ideologia sombria e fanatizante.

A suprema corte era uma das mais contaminadas. Salvo raríssimas exceções, os juízes inferiores e todas as demais estruturas paralelas também estavam dominados pela acefalia ideológica. Mesmo os membros mais lúcidos optavam pelo silêncio. Pouquíssimos ofertavam seus rostos ou suas vozes a favor de uma massa sedenta por lideranças.

Parte da população apelava às forças armadas. Onde estariam o cabo e o soldado para acabar com os desmandos da suprema corte? Outros afirmam que a solução deveria partir das próprias instituições corrompidas. Enquanto essa questão era debatida por alguns, a sociedade amargava decisões despóticas, insegurança jurídica e risos debochados dos condutores da impunidade.

A OAB daquela nação também não ajudava. Tratava-se de uma instituição dominada por dirigentes tirânicos e genuflexos ao fanatismo vermelho. Dizia a lenda que sem a inscrição na OAB, os advogados eram proibidos de trabalhar. Era uma espécie de chantagem institucional.  Quem poderá acreditar num absurdo como esse? Havia rumores que um de seus membros fora obrigado a pagar a instituição contra a sua vontade, por mais de 30 anos.

Nas ruas, estavam apenas os que pagavam a conta da tripartição da lambança entre os poderes. Intelectuais? Muitos poucos, pois quase a totalidade dos cérebros haviam sido abduzidos por perversos extraterrestes caribenhos. Haviam poucos artigos abertamente contra a Suprema Corte, que de “supremo” possuía apenas o “supremo” asco dos cidadãos honestos.

Felizmente, alguns cérebros ainda exercitavam sua capacidade intelectual. Líderes improváveis se agigantaram e ousaram combater os déspotas nas ruas e nas redes sociais. Num oceano de repugnância e pusilanimidade surgiam alguns destemidos cidadãos que assumiram os riscos e tornaram-se exemplos de assertividade, perseverança e combatividade.

Havia chegada a hora do auto-enfrentamento de cada um dos brasileiros. De um lado, os infantes, do outro, os adultos. Emergira o momento de separar os iludidos dos conscientes, os covardes dos corajosos, os utopistas dos realistas. Os pioneiros que ofertaram seus rostos deixariam seu legado. Não bastava “apenas” a condição de amante do bem… era necessário assumir riscos. Esse herói improvável talvez seja você, caro leitor. Trata-se justamente daquele que cansou de pagar a conta calado e compreendera que o silêncio, naquele contexto, virara covardia

Tom Martins é advogado, escritor, ativista, empresário, livre pensador, autodidata nas áreas da psicologia e da transcendência humana. Empreendedor nato, conquistou precoce êxito em diversas áreas do empreendedorismo.

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