O Brasil que foi dos brasileiros Por André Ayres

Em 09 de agosto de 1588, a Rainha Elizabeth I fez o discurso que alavancou sua fama. Ele foi recriado muitas vezes na cultura popular: filmes, televisão e inúmeros gêneros literários. Porém, quando paramos para ler o documento inteiro, percebemos o pleno impacto de suas palavras e como Elizabeth foi inteligente em apresentar-se como legítima monarca inglesa.

Discurso proferido por Elizabeth:

”Meus queridos súditos, fui compelida por aqueles que zelam por minha segurança pessoal, que devo tomar cuidado ao expor-me à multidões armadas, por temor à traições; mas asseguro-lhes que não desejaria viver para desconfiar de meu leal e afetuoso povo. Deixem que os tiranos temam, eu conduzi-me de tal modo que, diante de Deus, minha principal fortaleza e minha segurança, descansam nos corações leais e boa vontade de meus súditos. E portanto, eu venho até vocês, como vêem, neste momento, não para entreter-me ou divertir-me, mas estando decidida a viver ou morrer entre vocês, no calor da batalha, disposta à entregar minha honra e meu sangue por amor a Deus e pela salvação de meu reino e de meu povo. Sei que tenho o frágil e fraco corpo de uma mulher, mas eu tenho o coração e estômago de um Rei, e de um Rei da Inglaterra também. E menosprezo Parma, Espanha ou qualquer Príncipe da Europa, que ouse invadir as fronteiras de meu reino; no qual, se isto ocorrer, antes que qualquer desonra recaia sobre mim por minha culpa, eu mesma empunharei as armas, eu mesma serei seu general e seu juíz e saberei recompensar cada uma de suas virtudes no campo de batalha”.

Quando comparamos estas palavras históricas de amor patriótico ao povo inglês ficamos a perguntar se determinados políticos brasileiros tem alguma consciência, ou seja, tamanho respeito e bravura pelos que hoje vegetam esperançosos por uma nação  que possa garantir uma economia próspera e não uma economia predatória.  Será que sabem realmente as necessidades para que uma nação se torne livre, próspera e justa?

Políticos que trabalham incansavelmente para encher seus cofres internacionais enquanto falta o leite para nutrir e permitir que crianças tenham condições de se desenvolver naturalmente sem sofrer de raquitismo intelectual irreversível.  Que nação pode prosperar sem educação diante de um mundo financeiramente competitivo?! Políticos que, na verdade, são inimigos do bem comum, mentes maliciosas, malditas, malévolas, massacrantes, miseráveis egoístas que degradam milhões de inocentes que deram sua boa fé para que fossem representados com dignidade.

Políticos que permitem que nosso suor cruze fronteiras para construir aquilo que precisamos prementemente em qualidade de vida: hospitais, estradas, ferrovias, silos, fabricas, recursos financeiros para que nossos empresários gerem empregos e riquezas.

Como entender tamanha inversão de valores em relação as nossas necessidades internas?!  Estes não podemos considerar nascidos desta pátria, suas ações revelam cheiro fétido de podridão moral; sepulcros caídos.

Mentes perniciosas a todo verdadeiro coração verde e amarelo do brasileiro.

Que Justiça pode justificar ou garantir a impunidade destes ladrões que descaradamente desafiam a verdadeira Justiça?  Onde se encontra nossa Justiça? O que observamos é que apenas poucos paladinos levantam suas espadas com heroísmos.

Na verdade voltamos à escravatura: todos os dias somos chicoteados impiedosamente sem nenhum respeito à honra.

Somos um povo sem voz, sem defensores e aprisionado pela indolência social.

André Ayres

2 Replies to “O Brasil que foi dos brasileiros Por André Ayres”

  1. ADEMEA HAVRELUK says: Responder

    Os brasileiros hoje são apáticos mas no fundo todos têm a esperança que apareça um governante sábio desprovido da ganância para que conduza este país

  2. Muito bom o texto e a explanação de um sentimento. Eu, particularmente, não entendo como uma imprensa, que se auto-denomina como o “quarto poder” da Nação Brasileira, aceite a condição de em troca da “liberdade de expressão”, sejamos todos aprisionados ou como citado na redação, escravizados por uma classe que só pensa no proveito próprio…

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