Bolsonaro: o Trump brasileiro; Dória: o Macron brasileiro; Ciro: a opção da extrema esquerda

Bolsonaro: o Trump brasileiro; Dória: o Macron brasileiro; Ciro: a opção da extrema esquerda

EDITORIAL

Bolsonaro: o Trump brasileiro; Dória: o Macron brasileiro; Ciro: a opção da extrema esquerda

Quando Trump venceu as eleições ano passado, Bolsonaro prontamente entrou em contato e se definiu como o Trump brasileiro. Há paralelos. Ambos têm conquistado fatia considerável da população com um discurso nacionalista contra as ideologias globalistas e comunistas. Ambos têm insistido numa luta intensa contra as políticas marxistas implantadas mundo afora em diversas democracias ocidentais. As semelhanças param por aí.

Porque o passado de Trump é de um empresário destacado e brilhante, conhecedor dos negócios, da economia, da visão conservadora e da filosofia política. Bolsonaro tem parte desse conhecimento, certamente herdado de seu tempo como paraquedista do exército. Porém as semelhanças param por aí. Sempre trabalhando como servidor público, sua carreira é a de quem desconhece os meandros dos negócios. Vencedor solitário de várias eleições como deputado federal pelo Rio de Janeiro, jamais teve o nome nacionalmente projetado como teve Trump antes de sua eleição.

Trump se tornou conhecido nacionalmente por sua rede hoteleira, muito antes de se tornar um bilionário construtor. Ficou ainda mais conhecido como apresentador do reality show O Aprendiz, no que tem alguma semelhança com João Dória Jr. Que para por aí. Enquanto Trump produziu, em sua campanha, intenso discurso contra o globalismo, Bolsonaro parece ater-se às questões morais. E isso pode ser bom para o Brasil, que carece de visão conservadora.

Corre ainda por fora o Ciro Gomes, opção natural com a derrocada de Lula para toda a extrema esquerda. Deve ser o candidato natural a caudilho, financiado pelo PT e pelos comunistas brasileiros. Deve angariar os votos de Lula e dos mais radicais brasileiros.

No entanto, tanto aqui quanto lá, os críticos ferrenhos de Trump dentro do partido republicado e as críticas dos liberais brasileiros a Bolsonaro têm provocado o efeito oposto que muitos desses gostariam. O resultado parece ser idêntico. Passo a passo, Bolsonaro vai se tornando um candidato nacional. Apesar dos críticos e das críticas. Ele não é um personagem fácil. É sobre a política brasileira e o contexto desses personagens que falaremos em nosso editorial.

Bolsonaro: um problema ou uma solução?

Se formos traçar paralelos com a eleição de Trump, é possível prever o que pode acontecer numa possível eleição de Bolsonaro. Também é possível imaginar que a mesma coisa que a extrema esquerda brasileira tem feito com Temer, continuaria fazendo com Bolsonaro.

Enquanto isso, Bolsonaro pode optar por seguir uma agenda liberal na economia, reduzindo impostos, inflação, juros e facilitando os negócios e o empreendedorismo no Brasil. Se fizesse isso, em pouco tempo já teria realizado algo parecido com o que fez Ronald Reagan em seu tempo. Porém, para isso precisará ter aliados de confiança dele e que possam fazer o jogo político.

As eleições de 2016 já mostraram uma tendência mais conservadora. Porém, no Brasil, não há partido conservador ainda que siga, de fato, uma agenda liberal na economia e moralizadora. Há, no entanto, algumas tentativas de partidos liberais, que podem ocupar espaço num potencial governo Bolsonaro.

Se podemos prever algo que pode acontecer a Bolsonaro porque vem acontecendo com Trump é a fragilidade na escolha de assessores. Trump tem sofrido um pouco com isso, já que a esquerda por lá procura, de todas as maneiras, um caminho para o impeachment do presidente. Qualquer falha pode ser fatal. E Trump e seu time ainda não entenderam completamente toda as estratégias de jogo do establishment. Mas podem reverter o jogo denunciando esse mesmo establishment em suas jogadas desonestas.

À medida que Bolsonaro já vem se posicionando contra o que ele chama de “sistema”, há aí paralelos claros sobre esse posicionamento. Hoje, no Brasil, não há candidato algum fazendo isso. O único paralelo talvez tenha sido o próprio Donald Trump, nos Estados Unidos. E o tempo dirá se Bolsonaro terá condições de ser eleito em breve. Enquanto isso, ele vem fazendo sucesso na internet com uma campanha bastante diferente do que o sistema tradicional está acostumado. Será que isso pode ser suficiente? Certamente é engraçado.

 

Bolsonaro: o problema econômico e a solução moral

Muito se diz sobre o posicionamento de Bolsonaro sobre a economia brasileira. Como se no Brasil, se você não tiver conhecimento econômico, você não serve para ser um executivo. Na verdade o Brasil precisa de menos economistas e de mais administradores. Quem mais conhece administração não são os economistas, preocupados sempre com os números que já foram. Mas sim os administradores, ou seja, os que se preocupam com os números que virão.

Supondo que a direita eleja um candidato, seja ele Bolsonaro ou qualquer outro, é natural que o apoio da população à ideias de direita na economia será cobrado. Precisamos de mais simplicidade nas leis estatais. As leis brasileiras estão configuradas para que a interpretação dúbia possa tornar qualquer um criminoso. E isso, em si, já é um problema para a economia.

A pauta da diminuição do estado é importante. Além dela, queremos também a pauta da moralização da sociedade. É preciso que o estado, elencando segurança, educação e saúde como prioridade, invista fortemente na segurança dos cidadãos, permitindo os negócios e aquecendo a economia. É preciso devolver as armas à população de bem e desarmar somente os bandidos. É necessário eliminar abortos, pois eles assassinam bebês que contribuiriam para a economia brasileira. Além disso, abortos deixam as mães doentes e com dificuldades para contribuir para a sociedade.

Portanto é possível argumentar que mais moralidade gera uma economia mais saudável. Porém é preciso explicar isso ao público, já acostumado a acreditar que isso é coisa de gente que conhece equações e fórmulas complicadas. Não é bem assim. A administração de um governo e o foco no que ele precisa focar acaba levando a um país mais justo e civilizado.

Portanto o problema econômico é também um problema civilizatório. As maiores economias do mundo são também grandes civilizações, com um sistema judiciário funcional e um legislativo que não tenta burocratizar demais a economia. Se Bolsonaro realmente conseguir transmitir essa mensagem com facilidade, acabará sendo o candidato mais forte em 2018.

Bolsonaro versus Dória: Trump versus Macron

Entre o público do Avança Brasil, já contabilizando diversas enquetes, Bolsonaro e Dória aparecem muito a frente de Lula, Alckmin, Magno Malta e outros potenciais candidatos a presidente em 2018. Para os que frequentam a nossa página, Bolsonaro e Dória fariam o segundo turno da eleição, ou, como notamos nas últimas enquetes, Bolsonaro venceria no primeiro turno.

Se se confirmar essa situação, João Dória Jr. pode acabar se elegendo presidente. Sua postura midiática e a escolha da mídia dele como candidato pode se confirmar no vazio eleitoral que Lula está deixando. A esquerda, e parte da direita, continuará criticando Bolsonaro como um radical de “extrema direita nacionalista”, o que o fará perder votos. A tendência natural seria que esse votos fossem direcionados para João Dória Jr. É nisso o que o establishment aposta agora.

Dória não é diferente de Macron, a aposta do sistema lá na França. Ele se porta como um candidato de centro, porém com ideais de esquerda na cultura. É algo parecido também com a postura de Justin Trudeau, primeiro ministro canadense. Certamente olhando para esses personagens podemos prever o que seria uma presidência Dória.

Lula já tem rejeição acima de 60%. Tornou-se inelegível como réu condenado, o que pode ser confirmado em breve em segunda instância. É claro que ele irá recorrer até o STF. Porém, ainda que recorra, tornou-se impossível Lula vencer numa eleição limpa. Daí a corrida do establishment brasileiro para impedir as urnas com voto impresso em 2018.

Porém, com voto impresso, a tendência natural que deve se confirmar é uma disputa entre Bolsonaro e Dória. Lula deve ficar em terceiro ou quarto lugar. Já não há mais espaço para Lula na política nacional. Não há como renascer de uma crise inevitável. E o Partido dos Trabalhadores poderá ter o mesmo fim.

Mas a esquerda irá renascer como a fênix. Em parte por meio de Dória mesmo, que já se definiu como social-democrata. Para a esquerda será um retrocesso um governo de esquerda liberal no Brasil novamente. Mas um retrocesso necessário. Essa gente não recusa dar um passo para trás para depois dar dois para frente. Mas sabem que Bolsonaro pode fazer a esquerda dar cem passos para trás, daí o temor do PT dessa candidatura.

A imprensa brasileira parece já ter escolhido Dória como candidato ideal. Enquanto isso, Bolsonaro avalia potenciais vice-presidentes. Dentre eles, Magno Malta, que têm se destacado no discurso anti-esquerdista no congresso nacional. Se isso acontecer, Bolsonaro ganha muitos votos de evangélicos, e passa a preocupar ainda mais Lula e sua toada esquerdista.

Mas Lula ainda tem muito o que se preocupar. Ele pode ser preso antes de 2018 se tornar possível. E isso acontecendo, o páreo provavelmente seria dado a Ciro Gomes para disputar pela extrema esquerda. Certamente Ciro Gomes seria um caudilho similar à Maduro. Lula faria um governo similar ao de Chávez. E o povo brasileiro terminaria no comunismo em 2022.

Evitar isso é extremamente importante. Por isso é preciso conscientizar as pessoas a não darem poder aos extremistas radicais, defensores da ditadura comunista venezuelana. É preciso não votar nos partidos e candidatos da nossa lista do Ostracismo do Brasil. Seja o presidente o Magno Malta, ou quem quer que seja, o Brasil precisará ser reconstruído com ideais mais federalistas. Brasília precisa perder poder para o Brasil poder ganhar força. Apenas assim veremos a exaltação da beleza e da sabedoria brasileira.

I CONGRESSO AVANÇA BRASIL

O Avança Brasil estará fazendo seu primeiro congresso em Belo Horizonte no dia 18 de novembro de 2017.

Dentre os participantes, teremos Álvaro Dias, Domingos Sávio, Jaime Martins, Fabiano Tolentino, Thomas Korontai, Luiz Phillipe Orleans e Bragança, Modesto Carvalhosa, Paulo Rabelo de Castro, Marcos Lacerda, Carlos Andreazza, Allan dos Santos, Bia Kicis, Hélio Beltrão, Eder Borges, Major Olímpio, Hugo Hoeschl, Claudio Tonelli, Dalmo Accorsini, Joice Hasselmman, Stavros Xanthopoylos, Fernando Cabral, Izalci Luca e Marcel Van Hattem, José Medeiros, dentre outros convidados.

Faça sua inscrição e participe. Veja a agenda do congresso abaixo:

Participe do I Congresso Avança Brasil
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One Reply to “Bolsonaro: o Trump brasileiro; Dória: o Macron brasileiro; Ciro: a opção da extrema esquerda”

  1. PATRICIA PINHEIRO says: Responder

    Artigo maravilhoso, compartilhando em todas redes.

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