Brasília: a ilha da ideologia e da corrupção

Brasília, a ilha da ideologia, da farsa e do totalitarismo

EDITORIAL

Isolada do povo, Brasília tornou-se uma ilha da ideologia e da corrupção. A prova disso é que, em nossa classe política, quem não está envolvido ideologicamente com um projeto totalitário de poder, está apenas buscando o seu quinhão no meio dos desvios do tesouro nacional.

Não há instituição a se confiar. Juízes e promotores indicados por políticos são a última fronteira dos que pretendem defender-se do indefensável. Há ainda Forças Armadas desarmadas e despreparadas para assumir instituições nesse cenário caótico. A intervenção, infelizmente, seria a solução mais próxima do ideal para remover da classe política todos os acusados de uma só vez.

Porque o Brasil até pode esperar até 2018 se arrastando. O gigante não morrerá com facilidade. Porém pode ser educativo para a nossa democracia aguardar essa fatídica data. Até lá, deveremos ao menos insistir no voto impresso e, futuramente, para 2022, pensar no voto distrital. A melhor representatividade pode diluir o poder de Brasília e fazer o poder voltar aos distritos, municípios e estados. Como deveria ser.

Quanto menos Brasília, melhor.

Brasília: a ilha dos políticos megalomaníacos

Seja pela ideologia ou pelo poder conquistado em Brasília, a classe política acredita estar acima do resto do povo. Numa ilha isolada, cercados por funcionários públicos dóceis em busca de uma aposentadoria insustentável, os políticos acabam por servir-se de grandes puxa sacos. Acreditam, portanto, que todos estão do seu lado. Até que não estão.

A saída de ministros do governo Temer é sinal claro de que algo vai errado. E o que vai errado é, no fim, o equívoco de 1988: a constituição que transformou Brasília numa ilha de poder imaginário, reduzindo o poder dos estados da federação.

Essa redução de poder é, no fim, uma incapacidade do Brasil de se estruturar de forma organizada. Ordem nunca existiu por aqui. E tudo foi criado para avacalhar e permitir que uma classe de políticos corruptos nela permanecesse.

Esse cenário é ideal para os radicais de extrema esquerda. Se a classe política é corrupta, corrompê-la não é difícil para construir um projeto de poder. E os radicais vinham conseguindo fazer com que o Poder Executivo controlasse o Judiciário e o Legislativo. O aparelhamento sedutor foi construído.

O que estamos vendo hoje é a impunidade em ação, construída a partir dos ideais de Luís Carlos Prestes, passando por Fidel Castro, FHC e Lula. Esses cérebros malignos construíram o que nós estamos vendo hoje. E amanhã, para nos livrarmos disso, teremos muito trabalho. Trabalho que será facilitado com uma maior autonomia dos estados.

Quanto menos Brasília, melhor.

Brasília: a ilha da fantasia despreocupada com os estados e com as fronteiras

Ao tomar para si recursos dos estados e geri-los mal, Brasília e seus políticos fazem duas coisas erradas. A primeira é remover a autonomia dos estados. A segunda é não se preocupar com as fronteiras ou com a segurança do resto do país.

Ao promover políticas bizarras como o desarmamento, mesmo com a maioria da população votando contra em referendo, Brasília segue agindo contra os eleitores que lá colocam os políticos. Aos poucos o povo tem ido às ruas para manifestar a indignação quanto à classe política criminosa. Porém ainda é muito pouco para forçar os ilhados a saírem dessa fantasia.

A cidade que deveria ser o centro da organização militar e estratégica do país se tornou o centro da avacalhação geral da república. Para transformá-la de novo num centro estratégico será preciso, primeiro, remover o poder que os políticos de Brasília tem diante do povo. É preciso torná-los não uma classe da nobreza, mas sim uma casta comum, igual ao resto do povo. Essa lição de humildade pode ser o primeiro passo para um Brasil mais federalista e com mais autonomia regional.

Quanto menos Brasília, melhor.

Brasília: a ilha do terrorismo, da ideologia e da construção de narrativas

Houvesse no Brasil um Ministério da Verdade, ele seria Brasília. Com seus diários oficiais e políticos decretando o que bem querem, a cidade se torna a ilha perfeita dos potenciais ditadores.

O Brasil não tem tido um governo democrático faz tempo. Governos que confiscam dinheiro do povo, como o governo Collor, ou que inventam impostos, como o FHC, ou que desviam dinheiros com corrupção para comprar a oposição. Em todos esses esquemas estavam as tentativas desesperadas de controlar a população.

Brasília, a ilha da ideologia, da farsa e do totalitarismo
Brasília, a ilha da ideologia, da farsa e do totalitarismo, aqui representada por essa estátua de foice com Juscelino Kubitschek levantando o braço esquerdo

Afinal, confiscar dinheiro do povo é roubá-lo. Inventar novos impostos é impor novos sacrifícios para sustentar uma elite burocrática. Criar uma cultura de que a vida deve ser cheia de concursos públicos e cargos indicados por partidos é um pesadelo para qualquer democracia. Partidos radicais de extrema esquerda têm, em Brasília, o solo fértil para implantar suas ideologias.

Some-se a isso decisões que não afetam o centro, mas as fronteiras, como a da lei de migração. Facilitando a entrada de potenciais terroristas que, certamente, não concordam com o modo de viver e com a cultura judaico-cristã que existe no país. Tudo em nome de um multiculturalismo que não vale para Brasília. A cidade toda foi arquitetada inspirada em cidades soviéticas.

O Brasil soviético, de acordo com Stephen Kanitz, é uma realidade a ser combatida. Primeiro na cultura e na educação. Depois na política.

Não há espaço para combater essa cultura soviética que foi implantada no Brasil com atuações de nossos políticos. Esses atores já não têm mais roteiro alinhado com o povo brasileiro. É preciso de um novo texto para novos pretextos.

O Brasil já questiona até mesmo o modelo de república federativa, com movimentos como o monarquista e o federalista crescendo cada vez mais. É inevitável que a noção de federação evolua. E é o insight do texto de Stephen Kanitz que queremos compartilhar com vocês aqui. Boa leitura.

Brasil é a Rússia de hoje.

O Brasil está onde a União Soviética estava em 1980.

Uma economia com um estado quebrado, inchado e ineficiente.

Dominado por intelectuais que nunca trabalharam na vida, e por políticos adesistas e puxa-sacos.

Ainda dominavam a imprensa e as universidades, que mentiam à vontade, como aqui, produzindo narrativas fantasiosas e mentirosas.

Como essa que não há deficit na previdência.

Mas a partir de 1990, a Rússia além de ter esgotado todo o dinheiro, esgotaram-se também as mentiras possíveis.

No Brasil a nossa esquerda ainda tem um estoque de mentiras para contar, mas que também estão se esgotando.

Como a defesa dos bandidos, da transexualidade, da pixação artística, do aquecimento global, mas pouco a pouco isso irá desabar como foi na Rússia.

A tragédia é que nossa esquerda, ao contrário da esquerda russa, ainda consegue postergar a nossa queda do muro de Berlim, o que deveria ter ocorrido no Brasil também em 1990, mas elegemos o PSDB e o PT.

Provavelmente, ocorrerá aqui em 2020.

Estou em visita agora na Rússia, posso dizer que o povo russo não quer mais ouvir de esquerda e narrativas falsas, nunca mais.

Estão vacinados. E você?

E a partir de 2020 espero que Brasil vá ouvir engenheiros, contadores de custos, administradores, advogados contratuais, gestores de private equity, em vez dos sociólogos, economistas, sindicalistas, jornalistas que nos mentiram sem cessar por 50 anos, aqui e na Rússia.

A partir de 2020 serão eles que irão mudar para Portugal e Miami, e não nós.”

Stephen Kanitz

One Reply to “Brasília: a ilha da ideologia e da corrupção”

  1. […] Ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade serviram à Revolução Francesa, mas acabaram produzindo novos tiranos. É consenso no Avança Brasil: precisamos de uma nova tríade para uma verdadeira revolução brasileira: Liberdade, Justiça e Prosperidade. […]

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