Brasil: O Jardim das Aflições

Brasil: O Jardim das Aflições

EDITORIAL

O Brasil é um verdadeiro jardim das aflições. Similar ao título do livro bastante poético de Olavo de Carvalho, o nosso país tem deixado a todos extremamente aflitos. Ainda haveremos de ver um país melhor, mas não será nessa década. Certamente o que está sendo iniciado nos anos 2000 só apresentará resultados reais em 2030. Será preciso ainda um esforço dos brasileiros preparados para levar o país na direção da liberdade, da estabilidade e da prosperidade.

Faz-se necessária uma nova tríade. O conceito de liberdade, igualdade e fraternidade já não serve mais. Sobretudo porque o ideal de igualdade passou a se sobrepor ao da liberdade, instalando a tirania. A fraternidade foi abandonada em nome do ódio racial, do ódio de classes e do ódio à cultura judaico-cristã. A liberdade passou a ser relativa, com pessoas aceitando alguma escravidão de suas consciências por meio da propaganda, da censura politicamente correta e da injustiça.

A igualdade na política foi para as cucuias. O conceito da Revolução Francesa era de uma defesa entre a classe política, então controlada pela monarquia francesa, e o povo. Mas a Revolução Francesa fez ascender um novo tirano, que implantou uma total desigualdade de forças na frágil democracia francesa de então. Enquanto isso, os Estados Unidos, que sempre apostaram em liberdade, estabilidade e prosperidade floresceu como nação até o século 20, quando também passou a sucumbir da imoralidade proposta pelos socialistas do partido democrata.

Mas os pais fundadores americanos criaram um sistema eleitoral inteligente, que realmente possibilita a alternância de poder. Porém, os últimos dois governos de esquerda de Clinton e de Obama já causaram estrado e criaram um poder invisível por meio dos cabides de emprego. O Brasil vive o mesmo cenário após anos de FHC, Lula e Dilma. Para construir um novo cenário será necessário não apenas renovação na política. Será decisivo termos uma nova cultura. Uma cultura que nos salve desse jardim das aflições.

O Jardim das Aflições na política e na economia

O desastre brasileiro não teria impacto econômico fosse a ambição de nossos socialistas um pouco mais adequada. Acostumados a desviar bilhões em nome de uma causa, políticos brasileiros tiveram a coragem de criar uma elite de mega-empresários. Similar ao que foi feito na Rússia.

Os amigos do rei, conforme descritos no poema de Manuel Bandeira, transformaram Brasília numa Pasárgada. Pasárgada era uma cidade persa, um império que sempre foi conhecido por perpetrar enormes tiranos. E é exatamente isso o que acontece.

Os crimes realizados pelos caciques do PT, PSDB, PP e PMDB seriam punidos com pena de morte em vários países. O desvio é altíssimo. Mais grave é imaginar que esse dinheiro não está ajudando pessoas pobres nos hospitais públicos, nem contribuindo para melhores escolas e universidades em todo o país. A segurança é uma piada: o Brasil teve mais de 60 mil homicídios em 2015.

A revogação do estatuto do desarmamento por parte da Comissão de Direitos Humanos hoje é sinal de que a classe política não pensa nos direitos humanos da população. Enquanto isso, nossas “excelências” não dispensam os policiais e seguranças armados que os cercam.  A preocupação deles com a nossa segurança é zero. E é possível observar isso quando os esquerdistas reclamaram da breve “intervenção militar” clamada por Michel Temer.

Se tudo isso não fosse motivo para nos deixar aflitos, há ainda crimes a serem desvendados muito piores. Possíveis homicídios foram cometidos por esse establishment desarranjado. O capitalismo de compadrio prejudica as políticas de preço e a livre competição. Verdadeiros monopólios foram criados em vários setores para esmagar os brasileiros.

Está na hora de destruir o jardim das aflições.

O Jardim das Aflições na Educação e na Cultura

Os comunistas tentam obter o poder no Brasil desde os anos 1930. Conseguiram por meio eleitoral nos anos 50. Perderam o poder em 1964, mas os ideais estatistas sobreviveram no regime militar. Os comunistas voltaram ao poder em definitivo com Fernando Henrique Cardoso. Que assumiu fazer um disfarce como conservador para se eleger.

Após FHC, Lula adotou a mesma estratégia. E a mesma política econômica. Enquanto isso foi preparando o terreno para a implantação do socialismo na economia e na cultura. Criou diversas universidades federais que tinham como objetivo seguir a cartilha globalista da ONU de esquerdismo na educação. Ideologia de gênero, doutrinação ideológica e destruição da família passaram a ser matérias escondidas em cursos de humanas.

Enquanto isso o empreendedorismo e a livre competição eram destruídas pelo BNDES e pela construção de cabides de empregos públicos. Em algum momento, muitos brasileiros passaram a acreditar que a melhor forma de viver a vida é prestando concursos, e não gerando valor para a sociedade. Criou-se uma indústria do funcionalismo público e uma série de fraudes para garantir aos colegas de partido um lugar ao sol.

Muitos pensam em prestar concurso para trabalhar o mínimo possível na vida. Essa visão de mundo absolutamente preguiçosa em nossa cultura é o que mais causa aflição em todos nós. É preciso superar isso com a devida valorização do trabalho e com o senso de dever. Não é mais possível mantermos o atual estado de coisas.

O Jardim das Aflições de Olavo de Carvalho

Esse editorial emprestou o termo jardim das aflições, mas o livro de Olavo é muito superior aos temas aqui discutidos. Com sua refinada linguagem, Olavo vai descrevendo o que aflige o filósofo com extrema maestria. Numa linguagem em espiral, conforme descrito em prefácio de Bruno Tolentino, seu texto permite uma profunda meditação sobre o atual estado do mundo.

Não é uma obra fácil. Daí a importância do filme Jardim das Aflições, dirigido por Josias Teófilo. Tão importante que a esquerda, percebendo o potencial destruidor das ideias tiranas, passou a buscar a censura do filme nos festivais de cinema, como no de Pernambuco. Não adiantou. O filme será exibido no Cine-PE mesmo assim.

O filme é extremamente relevante. Como muitos professores das escolas públicas não devem utilizá-lo para fins educacionais, recomendamos aos pais e mães que utilizem essa obra audiovisual em casa. Ensinem os seus filhos sobre a realidade do mundo utilizando alta cultura e conhecimento. Ensinem a próxima geração sobre os perigos do socialismo.

Brasil: o Jardim das Aflições
O socialismo é o objetivo final dos líderes políticos da esquerda brasileira. O Brasil precisa de uma nova cultura para combater os tiranos dos séculos 20 e 21

Esse é o único caminho para a libertação nacional. Não há outro. Não podemos nos iludir achando que vai ser votando nesse ou naquele nome que o Brasil vai se resolver. Não vai. É um longo processo que passa pela mudança nas ideias do povo. E o Olavo de Carvalho, que sempre afirmou exatamente isso, está mais do que certo. Ele tem razão, sem dúvida. Cabe a nós somente agir de acordo, e não apenas ficar escutando. Essa é a hora de nos educarmos e educarmos os nossos. Ou acabaremos deseducados pelo establishment, que só quer a ignorância de todos para facilitar a dominação do socialismo e da tirania.

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