Os intervencionistas, o positivismo e a solução federalista

Intervencionistas: o Brasil não precisa de mais tiranos no poder.

EDITORIAL

Apenas no Brasil existe jabuticaba. E uma das jabuticabas que floresceram no país foi a filosofia de Auguste Comte. O francês, que não tinha aspirações de ser um grande filósofo, acabou fundando mesmo foi uma igreja. Quem diria. A Igreja Positivista nunca teve muitos fiéis. Porém a sua propaganda perdura desde o momento em que os primeiros positivistas intervencionistas chegaram ao poder após a primeira intervenção militar da História do Brasil: a Proclamação da República.

A formação das almas brasileiras vem com a criação de símbolos nacionais. É dessa época a bandeira com a frase “Ordem e Progresso”. Um mote positivista que carregamos conosco. Essa ideologia, apesar de não ser inspirada nas ideias de Karl Marx, também defende um estado gigante, racional, que controle a vida das pessoas. Quando sabemos que o que mais pode fazer uma sociedade florescer para a ordem e para o progresso é justamente a liberdade individual garantida a seus cidadãos e um governo limitado e controlado pelo povo.

Se por um lado somos atacados pela esquerda radical, que quer ganhar o poder novamente após ter perdido com o impeachment de Dilma, de outro temos uma direita radical, positivista, que acredita em intervenção militar como solução para todos os problemas brasileiros. Um grande equívoco.

Por mais que o estado brasileiro esteja extremamente aparelhado, a ponto de nossa Suprema Corte ter sido instalada por governos marxistas, imaginar que a intervenção possa ser uma solução de longo prazo é um equívoco. Acreditamos, sinceramente, que algumas instituições precisam ser reconstruídas. Mas o caminho deve ser por uma nova constituição, federalista, que dê autonomia aos estados e liberdade individual às pessoas. Soluções simples, como o “passe de mágica intervencionista” não podem ser levadas à sério.

O Brasil tem solução, sim. E a intervenção tem de ser do povo, pelo povo e para o povo. Jamais comandada por elites vermelhas ou elites aquarteladas. O Brasil só terá ordem e progresso quando tiver Liberdade, Igualdade e Fraternidade. E já não há mais espaço para desinformação e equívocos.

Intervenção popular, e não intervenção militar

No próximo dia 13 de março, grupos intervencionistas estão divulgando uma manifestação. Estão dizendo que causarão confusão no país todo. Porém sabemos que isso não é verdade, apesar da grande propaganda.

Há motivos para acreditar que há intervencionistas sendo manipulados pela esquerda. O objetivo é claro: desmerece a nova direita (alt-right) que está surgindo no Brasil.

É uma direita conservadora clássica. Que acredita no estado tripartite, composto de Poder Judiciário, Executivo e Legislativo, mas sem privilégios e sem altos custos para o contribuinte. É uma direita cristã, que acredita nos valores morais judaico-cristãos que são a base de nosso país. É uma direita que estudou engenharia, direito, tecnologia, administração, ciência. Que conheceu melhor o Brasil e o mundo para não acreditar mais em antigas e falsas utopias.

Essa nova direita tem ido às ruas pedir menos Brasília na vida das pessoas. E a resposta que teve, por muitas vezes, foi um escárnio, vindo de Brasília, para as suas demandas. Quando esse povo pressionou os políticos na rua, a resposta imediata foi de acordo com a vontade popular. Porém rapidamente o jogo de Brasília começou a mudar para o lado do equívoco e da imoralidade. E rapidamente a direita nascente passou a ser usada como espantalho.

Esquerda e mídia fake news tentou associar os movimentos civis aos intervencionistas desde o princípio

Desde o começo das manifestações, em 2015, a esquerda, a Folha e a mídia fake news tupiniquim tentaram dizer que era coisa de “nazista”, tentando colocar as manifestações, que eram justas, nas costas de intervencionistas “radicais”. Sempre discordamos disso. O MBL foi um dos primeiros a se opor frontalmente à presença de intervencionistas. E sempre houve a desconfiança devida de que poderiam ser manipulados pela esquerda em ação para desmerecer os movimentos civis democráticos que estavam surgindo.

Hoje Avança Brasil, Nas Ruas, MBL, Vem Pra Rua e outros continuam convocando as pessoas para as ruas. E a nossa mensagem sempre foi uma só: precisamos, sim, de reformas importantes no Brasil. Sobretudo uma reforma constitucional que permita, não intervenções, e sim, que cada brasileiro possa ter suas armas, defender suas propriedades privadas e que possa agir para gerar valor e enriquecer a sociedade.

O governo deve ser mínimo. O estado deve ser controlado. E o exército precisa ser usado para fortalecer nossas fronteiras, e não para se meter em jogos políticos de poder. É preciso colocar nosso exército para lutar contra o narcotráfico e o tráfico de armas e de pessoas. É preciso gastar melhor os recursos dos brasileiros que estão todos indo pelo ralo.

Veja o tom jocoso com que a TV Folha noticiou o 15 de março de 2015. No maior tom fake news.

Intervencionistas sinceros: o Brasil precisa de vocês

Sabemos que há infiltrados de esquerda em todos os lugares, inclusive entre intervencionistas. Porém também há pessoas boas que estão indignadas, querendo um Brasil melhor. Também há quem pense que intervenção é uma solução viável, desde que temporária e no sentido de uma transição para democracia rapidamente.

O aparelhamento é a principal causa de desespero entre esses intervencionistas. É claro que o nosso Supremo Tribunal Federal não ajuda. Na semana em que soltou o goleiro Bruno, confesso homicida, também deixou como réu Jair Bolsonaro num caso absolutamente equivocado.

Cabe dizer que Bolsonaro deveria ter agido prontamente quando foi chamado de estuprador por Maria de Rosário. Preferiu uma resposta mais midiática e hoje responde por isso. A resposta dele não é injusta, apesar de abrir margem para interpretações diversas. Porém não foi sábia. Uma resposta sábia era processar por calúnia Maria do Rosário por chamá-lo de estuprador. Certamente uma ideia da qual se arrepende para não gerar factoides para a esquerda.

Intervencionistas não precisam ficar desesperados

Porém acreditamos que ele mereça ser absolvido nesse esdrúxulo caso. Seria uma forma de mostrar ao Brasil que o STF está alinhado com o que o povo pensa, já que Maria do Rosário estava defendendo um adolescente estuprador, o Champinha, que jamais foi um ser humano peculiar ou popular para ninguém.

Apesar do desespero desse tipo de aparelhamento, não acreditamos na intervenção de uma organização, como as Forças Armadas, para resolver problemas que deveriam ser resolvidos pelo Poder Judiciário. Não é certo, numa democracia, imaginar que as Forças Armadas precisam resolver tudo.

Nosso Poder Judiciário, que gasta muito, precisa atuar. Por isso nós iremos voltar às ruas no dia 26/3/2017: para pedir investigações sérias contra Lula, contra Dilma e contra a Organização Criminosa que tomou conta do país. Queremos a prisão de Lula, de Dilma e dos chefes dessa grande hidra vermelha. E não queremos que as Forças Armadas excedam o trabalho que já não conseguem fazer.

É preciso, sim, fortalecer nosso Exército e nossa Aeronáutica. É preciso expandir e atualizar a nossa Marinha. Das três forças, sabemos que a Marinha brasileira é fortíssima. Mas é preciso que o Exército cuide melhor das fronteiras a oeste do Brasil, que estão absolutamente abertas ao crime, às armas e às drogas. É esse tipo de intervenção militar que esperamos. Mas que não ocorre.

Em Brasília, precisamos mesmo é da intervenção da justiça. E do fim do foro privilegiado para tirar o poder do STF de julgar os próprios amigos que lá os colocaram. Com isso poderemos começar a ver mudanças ocorrendo mais rapidamente. Com justiça, e não com intervenção militar, é que bloquearemos os crimes de socialistas positivistas, social-democratas ou socialistas marxistas. Todos eles precisam ir para a cadeia. Mas especialmente Lula.

Intervencionistas: tornem-se federalistas

O que o Brasil mais precisa agora é de maior autonomia para governos estaduais, municipais e até mesmo distritais. O voto distrital é extremamente necessário para fortalecer nossa democracia. É preciso mudar o jogo democrático nacional, que está à mercê de uma facção criminosa que precisa ir para a cadeia.

Isso feito, é preciso refundar o país. Com uma visão de constituição nada diferente da americana. Pelo contrário, é preciso copiar as ideias que ela tem de melhor. Essa é uma forma de vermos o país crescer e melhorar rapidamente.

Com menos poder central e mais poder regional, o Brasil tem condições de libertar o seu povo. Se você é intervencionista, conheça a proposta federalista e vamos trabalhar pela autonomia e governo limitado pelo povo.

Não acredite em soluções mágicas. O Brasil não precisa de gente armada com fuzis e carimbos burocráticos debaixo dos braços. O Brasil precisa mesmo é de administradores inteligentes, criativos, que saibam encontrar soluções para os problemas sem fazer proselitismo. É preciso um político que consiga unir o país num projeto para os próximos 20 ou 30 anos. E isso passa por uma constituição que torne Brasília menor e o Brasil gigante.

Junte-se a essa ideia e abandone ideologias que acreditam em governo maior, poder em mão de militar ou na mão de políticos tiranos. Acredita numa democracia real. Ela é possível. Mas não com a Constituição de 1988, que foi feita por socialistas como uma armadilha para um governo tirano e socialista. E sim com uma constituição federalista que abrigue ideias importantes, aumente a liberdade, a igualdade e a fraternidade e torne o Brasil um país mais reto e mais justo.

6 Replies to “Os intervencionistas, o positivismo e a solução federalista”

  1. Ailton Cardoso says: Responder

    Me responda a uma simples pergunta, já que vcs querem uma intervenção populuar sem as FFAA, Diga para todos os intervencionistas como tirar do poder gente armada e com milicias a disposição ??? E ainda que num primeiro momento se consiga esse milagre, como fazer no day after para sustentar nossa posição sem as FFAA ao nosso lado ??? Desculpe ser jocoso, mas vcs tem até o fim de 2018 para responder. Affffff…… Anote a única solução que AINDA existe: #intervenção militar constitucional 142. Todo o resto é enganação !!!

    1. Nos parece um pensamento mágico acreditar que só existe uma solução simples e mágica para o problema. Não concordamos com soluções mágicas e sem estratégia. Não há espaço para equívocos e desinformação. É preciso pensar em tudo, não só na “queda da Bastilha”. Nós preferimos que nossa “Bastilha” caia aos poucos e se reerga de forma inteligente com o apoio do povo junto. O que vocês querem é terceirizar o problema para instituições que não estão preparadas para o desafio.

  2. Luis Barboza says: Responder

    Acho que você não entendeu amigo. Não se pede para bandido parar de roubar, matar, saquear, fraudar, muito menos para não fazer REFORMA NA PREVIDÊNCIA. Chama-se a Policia!
    Ve se acorda!
    Dia 13/03 em diante exigimos SOLUÇÃO!
    Vamos chamar a Policia:
    Exigimos Intervenção Militar! 10mar2017.

    1. Exigem intervenção militar… pra quem? Pra quem tem que se exigir isso? Vocês sabem?

  3. mauro barroso says: Responder

    Senhores não entendo o que esta havendo, o povo é livre para suas escolhas politicas isto é democracia, a questão da intervenção é clara esta na Constituição,é de livre escolha de cada um ,querer ou não, a Constituição do povo sim tem as Forças Armadas objeto para intervir em um apelo de numero elevado ou seja a maioria , sem entrar no mérito Politico, os movimentos estranhos do STF , tem deixado uma lacuna aberta com esta falta de firmeza em cumprir o seu papel , de Julgar e punir corretamente . esta população esta vendo o seu dinheiro ir para o ralo da corrupção quase generalizada, isto somado com a reforma da Previdencia que foi criada por delatados da Lava jato, é a tal panela de pressão que esta para explodir. Muitos irão dia 13 e também dia 26 , é isto

    1. Quantas pessoas foram hoje, dia 13?

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