Cultura precisa evoluir para a política poder avançar

A alta cultura pode tornar a nossa política mais civilizada.

EDITORIAL

Política é cultura. Não há nenhum equívoco nessa afirmação, já que são os políticos que fazem a gestão do que é ensinado nas escolas e universidades públicas, promovendo, portanto, a cultura na qual eles mesmos acreditam. E eles acreditam na cultura da qual vieram.

A cultura promovida no Brasil é a da corrupção moral até o último estertor da alma. Fosse alguma corrupção escondida aqui e ali, haveríamos de ser de primeiro mundo. Como ela é escancarada, exposta e, por alguns, até mesmo admirada, resta a nós recorrermos à moralidade religiosa, à ética filosófica e à alta cultura para alavancarmos um destino melhor.

Maçons são estudantes da beleza, pois entendem que a beleza é fruto da verdade. A partir da beleza, nasce a virtude da força de vontade, cujo esforço leva à sabedoria. O brasileiro, infelizmente, não é um povo sábio, ainda que sempre tenha sido um povo belo. No entanto, a falta de força de vontade reta, ou seja, vontade de fazer o que é certo, é o que nos leva a não sermos sábios. Sem sermos sábios jamais seremos civilizados.

É extremamente sábio que você participe no dia 26/3 dessa jornada em que pediremos o fim do estatuto do desarmamento, apoiaremos a Lava Jato e manifestaremo-nos contra a impunidade e a corruptocracia. E que entenda porque precisamos valorizar a verdade, a virtude e a beleza.

Falta uma cultura civilizatória ao Brasil

E essa cultura se constrói com base na verdade. Não se pode construir um país que esconde as pequenas corrupções e facilita a existência de grandes corruptos. Sem moral, um povo não consegue exigir moral. E a desmoralização geral foi um plano subversivo, implantando aqui e alhures, para destruir um povo forte ou enfraquecê-lo a ponto de não retorno.

Não existe, a essa altura, a menor possibilidade do Brasil começar a avançar em sua política sem avançar na sua cultura. E não iremos longe absorvendo a cultura pop nacional ou internacional, que facilita o acesso a lixo industrial sem cultura elevada. Não se ouvem mais músicas, e sim melodias compostas por computadores. Há uma única certeza sobre a empobrecida cultura atual: ela não tem talento.

E essa falta de talento se traduz em política ruim. Sem referência, um povo não pode ter noção do que é ditadura e do que é democracia. Tampouco consegue compreender o que significa controlar o governo, a ponto de achar normal que o governo controle grande parte de suas vidas.

A cultura precisa evoluir para que avance a política.

Falta uma cultura eticamente correta no lugar da politicamente correta

É inevitável voltar a esse assunto já que os movimentos voltarão para as ruas no fim de março. Incertezas à frente, há, no país, a percepção de que há um movimento anti-globalista ocorrendo no mundo todo.

Apenas políticos mais antenados, ainda que sem cargo, como Roberto Jefferson, poderiam estar alinhados com essa verdade. Percebendo com sutileza o que acontece, sua interpretação lúcida dos fatos — que a mídia brasileira parece ser incapaz de fazer — tem acabado com a mesmice de outros políticos que evitam dizer a verdade.

Como, aliás, lembrou o editor de InfoWars hoje em sua matéria sobre o Brasil.

Para eles, falar a verdade significa abandonar o jogo de propaganda e descompromissado com quem lhe deu o voto. A falta de representação deveria, portanto, eliminar a taxação no país, já que políticos sentiriam no bolso a inevitabilidade das consequências de suas ações.

O politicamente correto da cultura socialista precisa ser destruído. O eticamente correto é a filosofia formadora de civilizações de primeiro mundo. Se haveremos de alcançar isso um dia, a transformação precisa começar no lapidar de corações de mentes. Antes já do que jamais.

Quem promove a alta cultura no Brasil?

A igreja católica, a maçonaria, o professor Olavo de Carvalho e alguns poucos professores bons ainda promovem a alta cultura no Brasil. Porém estão na contracultura de uma quantidade enorme de funk, sertanejo, drogas e música eletrônica. A juventude embrutecida pela falta de cultura tem chegado às lojas com dificuldade de até mesmo escrever um texto.

A realidade é que não há muita escrita nas escolas e universidades. Uma quantidade enorme de leituras, que censuram a oposição na cultura, têm formado alunos, sobretudo nos cursos de humanas, totalmente despreparados para a vida.

Com a destruição da alta cultura, a moralidade também foi para as cucuias. A infelicidade do brasileiro, incapaz de perceber as anormalidades, deixou FHC e Lula dominar o país com um plano clássico de implantar o comunismo do século 21: o capitalismo de compadrio. A privatização para os amigos.

Os cidadãos, incapazes de perceber a anormalidade, levou mais de 11 anos para voltar às ruas e perceber que tinha mais poder do que os políticos. Aliás, ir para as ruas passou a ter mais valor do que o voto. O que aconteceu em 2016 é prova de que o povo na rua é capaz, sim, de votar melhor.

Cabe aos maçons, ainda portadores da luz, começar a espalhá-la para além de lojas, transformando o obscuro mundo profano para que ao menos saia das trevas para a penumbra. Não cabe mais termos um país trevoso e atemorizado. Queremos de volta o Brasil gigante de nosso hino. Nem que para isso tenhamos que erguer a clava forte, já que um filho teu não foge à luta.

E vamos voltar às ruas no dia 26/3/2017!

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