Maçonaria contra o comunismo

O comunismo é posterior à maçonaria e totalmente incompatível. Cabe ser a maçonaria contra o comunismo se o maçom quiser defender as liberdades individuais.

EDITORIAL

Os princípios da maçonaria são incompatíveis com os princípios comunistas. Por isso mesmo os maçons foram perseguidos em todos os países com regimes comunistas, ou ao menos constrangidos a ponto de sequer poderem se reunir sem uma carta de autorização do governo, conforme ocorre em Cuba, para cada reunião realizada.

Para os comunistas, sangue era a colheita que eles tinham de fazer. Não há compatibilidade entre ideologias violentas e os princípios maçônicos civilizatórios.
Para os comunistas, sangue era a colheita que eles tinham de fazer. Não há compatibilidade entre ideologias violentas e os princípios maçônicos civilizatórios.

Aposto que você, maçom brasileiro, não sabia disso. Isso porque o nosso ensino de história é precário e há pouco material sobre a perseguição de maçons por comunistas, já que essa perseguição teria sido bem sucedida em vários países que estavam atrás da cortina de ferro.

A cortina era cruel: censurava a perseguição de nossa ordem e impediu que, no ocidente, tivéssemos uma visão clara da incompatibilidade entre maçonaria e comunismo. Ainda que haja casos históricos disso, como os maçons alemães que fugiram do socialismo nazista, ou dos maçons do leste europeu que fugiram do socialismo comunista e vieram para cá, essa memória ficou diluída e muito do que se sabia sobre essa incompatibilidade se perdeu.

Por isso o Avança Brasil, nesse editorial, transcreve, traduz e disponibiliza para download um material de 1949, de dois maçons canadenses, irmão Robert A. Tate,  e irmão Van Dyke Parker. Os dois foram lidos em lojas ou conferências. Veja o artigo original aqui

Entenda a incompatibilidade entre comunismo e os maçons baixando o artigo traduzido clicando neste link

Veja o vídeo abaixo para entender melhor o que é fascismo, comunismo e nazismo. E o quanto há em comum entre essas ideologias.


Comunismo e maçonaria

Artigo escrito pelo Eminente Irmão Robert A. Tate, Grande Secretário de Saskatchewan

Tradução: Rodrigo Silva

Desejo, a princípio, tornar enfaticamente claro que escrevi este artigo como um membro individual do Ofício. Não é e não deve ser interpretado como a voz oficial da Maçonaria de Saskatchewan. Pessoalmente, aceito plena e completa responsabilidade por cada pensamento e conclusão incorporados neste material. A Maçonaria de Saskatchewan nunca considerou ou assumiu oficialmente uma posição sobre o tema do comunismo e da maçonaria.

Fui designado e aceitei a tarefa de desenvolver um documento sobre o tema do comunismo e da maçonaria para a Nona Conferência Anual das Grandes Lojas do Canadá Ocidental. Não haverá nenhuma tentativa neste texto de evadir a questão ou de procurarmos formular minhas conclusões de modo a agradar tanto àqueles que a ouvem agora, quanto àqueles que a lerem posteriormente. Haverá, entretanto, uma tentativa muito definida de lidar com o assunto de forma destemida e honesta. Minha intenção não é ficar atrás de qualquer “cortina de ferro” maçônica, mas sim expor e dizer qual deveria ser o posicionamento da maçonaria sobre as enganosas ramificações desse câncer crescente e perigoso.

A Conferência dos Grandes Mestres Maçons da América do Norte, em 1947, aprovou por unanimidade a seguinte resolução:

“A maçonaria abomina o comunismo por repugnar à sua concepção da dignidade da personalidade individual, por destruir os direitos básicos que são o Patrimônio Divino de todos os homens e por serem inimigos do princípio fundamental maçônico, a fé em Deus”.

Maçonaria e comunismo: incompatíveis

O Grão-Mestre da Grande Loja de Wisconsin fez um trabalho sobre o tema “Maçonaria e Comunismo” na Conferência dos Grandes Mestres Maçons da América do Norte e eu recomendaria que uma cópia desse documento fosse impressa como um apêndice do registro oficial desta Conferência das Grandes Lojas do Canadá Ocidental.

O Grão-Mestre da Grande Loja de Maryland sugeriu um comitê com os cinco últimos Grão-Mestres e o Grão-Mestre Adjunto e encarregou este comitê da responsabilidade de investigar o comunismo do ponto de vista maçônico. Esse comitê, em seu relatório à Grande Loja, deu a opinião de que era muito apropriado que a Grande Loja considerasse o assunto do comunismo e da maçonaria.

O Eminente Irmão G. Roy Long, Grão-Mestre da Grande Loja da Colúmbia Britânica, paramentado como  Grão-Mestre, tratou na Comunicação Anual daquela Grande Loja em 1948, sem medo, do assunto do Comunismo e da Maçonaria.

No entanto, não estou procurando desculpas para lidar com este assunto nem estou à procura de precedente.

A propaganda anti-comunista era necessária, já que os comunistas sempre ganharam espaço por meio da propaganda em todos os meios. Hoje ela se faz necessária mais do que nunca.
A propaganda anti-comunista era necessária, já que os comunistas sempre ganharam espaço por meio da propaganda em todos os meios. Hoje ela se faz necessária mais do que nunca.

Não pretendo abordar o tema de uma maneira semelhante às autoridades a que me referi nos parágrafos de abertura deste artigo. Simplesmente faço essas referências como uma questão de registro e como uma fonte de informação para qualquer pessoa que deseje estudar mais a fundo o assunto.

A Maçonaria proíbe a discussão da religião ou de política em uma Loja Maçônica. A proibição de tal discussão tem sua origem na Constituição de Anderson de 1722, Capitulo 6, Seção 2, onde se lê, em parte, como se segue:

“Nenhum ressentimento ou contenda particular deve ser trazida na Porta da Loja, muito menos qualquer discussão sobre Religião, ou Nações, ou Política de Estado, nós sendo apenas, como Maçons, da Religião Católica mencionada acima; Nós somos também de todas as nações, línguas, famílias e línguas, e resolutamente contrários a toda politicagem, como o que ainda não foi feito pelo bem-estar da Loja, nem será. Esta acusação tem sido estritamente imposta e observada; Mas especialmente desde a Reforma na Grã-Bretanha, ou a dissidência e secessão dessas nações da Comunidade de Roma “.

Essa Proibição não pode e não deve ser interpretada como se aplicando à discussão de uma crença na existência de um Ser Supremo, uma discussão de uma crença de que o Ser Supremo revelou sua vontade aos homens. Esses aspectos religiosos têm “a competência e a palavra” necessárias à admissão em uma Loja Maçônica. Credos sectários, doutrinas, etc, são, no entanto, definitivamente controverso assunto religioso e vêm sob a proibição e não deve ser discutido em nossas Lojas. O comunismo não é uma religião, mas é a antítese da religião e é essencialmente ateísta. Uma discussão sobre o comunismo vem sem essa restrição.

A proibição maçônica sobre discussão política se refere à discussão político-partidária, e não ideológica

A ciência do governo não pode ser interpretada como um assunto controverso. A proibição, como eu entendo, se refere a uma discussão sobre política partidária. O comunismo não é um sistema de livre governo para o povo, mas uma tentativa de escravizar os povos do mundo, uma tentativa de tornar o Estado supremo e o indivíduo um mero peão. É uma tentativa de acabar com todas as instituições, incluindo a Maçonaria, que dependem de sua existência na liberdade do indivíduo. Somos admoestados a cumprir os deveres de um bom cidadão e certamente que a admoestação nos impõe a responsabilidade como maçons individuais e como Instituição.

Estou convencido de que a Maçonaria não teria nada a temer se o Comunismo propagasse suas doutrinas abertamente. Devemos, no entanto, ser muito temerosos e amplamente despertos para os perigos dos métodos enganosos, insidiosos, sorrateiros que são adotados por eles em um esforço para escravizar as pessoas livres do mundo. Maçonaria e Liberdade são sinônimos. Os maçons devem estar preparados para lutar unidos contra os inimigos da liberdade individual. O comunismo é definitivamente um inimigo.

O comunista é sempre hipócrita: defende a paz e se prepara para o terrorismo. Temos visto esse comportamento desde sempre.
O comunista é sempre hipócrita: defende a paz e se prepara para o terrorismo. Temos visto esse comportamento desde sempre.

No entanto, repito novamente que estou convencido de que a Maçonaria não teria nada a temer se o comunismo propagasse abertamente suas doutrinas. Se o comunismo atacasse abertamente nossas liberdades democráticas, se defendesse abertamente a destruição da santidade de nossos lares, a privacidade de nossa vida familiar, o direito ao culto como a nossa consciência preferir, a liberdade de associação e a privacidade como nós desfrutamos em nossas Lojas, o exercício do direito de voto e nossas várias outras liberdades individuais, nossos jovens se levantarão em um corpo militante poderoso como fizeram na I e II Guerra Mundial e destruir o monstro escravizador. Mas não, o cérebro do comitê[1] é confiante e muito astuto para permitir uma campanha de guerra aberta.

Vou fazer uma digressão para me referir à experiência pessoal na Primeira Guerra Mundial. À medida que ganhávamos experiência combativa na guerra de trincheiras, percebemos a necessidade de estabelecer postos de escuta na “Terra de ninguém”. Os ocupantes daqueles postos de escuta foram responsáveis por alertar as tropas na linha de frente de qualquer ameaça de ataque inimigo ou ataque geral. Era meu dever servir na esquadra de bombardeio que ocupava o posto de escuta em frente ao trecho da linha ocupada por nossa companhia. Nós adotamos a prática de ter um fio indo do posto de escuta para um sentinela de plantão na linha de frente. Nós desenvolvemos um conjunto de sinais, uma puxada no fio significava que alguém estava vindo do posto de escuta, duas puxadas significavam que queríamos que alguém saísse, três puxões foi um pedido para enviar luzes e uma série de puxões foi um aviso que o inimigo estava atacando.

Sugiro que reconheçamos nossa responsabilidade como um dos postos de escuta da democracia, damos o alarme e enviamos avisos luminosos. “Que haja luz” e então estou convencido de que a seguinte abordagem furtiva e sorrateira dos inimigos comunistas da Liberdade será revelada em seu verdadeiro significado.

Para a maçonaria, o trabalho dignifica o homem. Para os comunistas, o trabalho é escravidão

O defensor do comunismo ao analisar nosso modo de vida democrático e buscar pontos vulneráveis, sem dúvida, decidiu que nossas organizações trabalhistas poderiam ser a alma fértil para cultivar agitadores altamente treinados. Devemos admitir que eles tiveram um sucesso considerável. Tanto o Partido Trabalhista quanto a Administração devem perceber os perigos da agitação comunista. Nossas grandes organizações trabalhistas só poderiam ter sido desenvolvidas e continuarem a existir sob um sistema de liberdade individual, liberdade de reunião, liberdade de expressão. A Maçonaria sempre foi a campeã da liberdade e sempre reconheceu “que o trabalho dignifica o homem“.

Na Ucrânia, a remoção de estátuas de Lênin foi uma operação para acabar com a propaganda da tirania e do culto à personalidade em nome de ideais de liberdade.
Na Ucrânia, a remoção de estátuas de Lenin foi uma operação para acabar com a propaganda da tirania e do culto à personalidade em nome de ideais de liberdade.

A maçonaria teve sua origem no agrupamento dos operários e suas raízes originalmente foram nutridas pela integridade e habilidade do construtor operário. É possivelmente a organização trabalhista mais antiga do mundo e deve continuar a ser vitalmente interessada no bem-estar dos trabalhadores. A maçonaria como uma organização de trabalho tem um fundo de tudo o que é de melhor e vale a pena. Esta grande e florescente árvore maçônica cresceu a partir da semente da mão de obra honesta e habilidosa. A maçonaria era uma organização trabalhista que protegeu os trabalhadores honestos, desacreditou e expôs o profano, o simulador e o agitador. Somos e devemos continuar a ser uma instituição de trabalhadores — construtores. Qualquer atividade que ameace nossas liberdades fundamentais e que envolva o bem-estar da humanidade, deve ser objeto de preocupação, atenção e ação protetora maçônica. Os maçons que são membros de organizações trabalhistas devem liderar um movimento para purgar suas instituições dos inimigos da liberdade. O trabalho organizado deve estar lutando ativamente pela preservação ao invés da eliminação da livre iniciativa e do modo de vida democrático.

O comunismo também está usando como método de ataque à democracia o estímulo à formação, dentro de nosso próprio país, de grupos de âmbito nacional agrupados sob vários nomes de dois, três e quatro cilindros. Os nomes destes grupos ou associações são invariavelmente camuflados com alguma palavra ou combinação de palavras com um apelo democrático ou patriótico. Isto é revelado por uma referência aos grupos multifacetados que procuram o reconhecimento público em eleições cívicas, provinciais e federais recentes. Muitos deles são os tributários subterrâneos e alimentadores do fluxo comunista. Eles se esforçam, com sucesso considerável, para atrair nossos jovens para o lado deles. Fazem promessas impossíveis de cumprir, convenientemente ignorando o fato fundamental de que a virtude, a prosperidade e a felicidade não podem ser cumpridas pela legislação, mas devem ser realizadas voluntariamente. Suas doutrinas penalizariam os ousados e empreendedores e subsidiam os preguiçosos e ineptos. Seu objetivo é colocar a Democracia e a livre iniciativa nas mãos do Consignatário. Eles têm líderes que tentam satisfazer sua consciência, denunciando abertamente qualquer aliança com o comunismo, mas que estão tão bêbados por um desejo de poder e de dever que estão dispostos a vender suas almas em apoio as teorias e doutrinas que preparariam o solo para uma colheita comunista. Eles devem ser desautorizados a vender a alma do Canadá.

O comunismo desafia a maçonaria

Sugiro que esta grande Instituição da Maçonaria ensine um modo de vida que assegure a paz e a felicidade mundial — mas os ensinamentos da Maçonaria são diametralmente opostos às ideologias comunistas. O comunismo desafia a Maçonaria. Para responder com êxito aos desafios, devemos ir para a ação e não meramente tecer uma crítica verbal ou a ameaça de perigo. Nós eloquentemente sugerimos que a esperança de amanhã é a juventude de hoje. Se é esse o caso, cabe-nos instituir uma campanha que inspire a nossa juventude com a irresistível determinação de difundir a doutrina das liberdades democráticas nos quatro cantos do mundo.

Comunismo era com um iceberg no qual os navios do Ocidente poderiam bater a qualquer momento. Os que bateram nesse iceberg vermelho, naturalmente, afundaram.
Comunismo era com um iceberg no qual os navios do Ocidente poderiam bater a qualquer momento. Os que bateram nesse iceberg vermelho, naturalmente, afundaram.

Os ditadores reconheceram o valor da juventude, inflamaram a juventude com suas ideologias[2] e quase conseguiram dominar o mundo. Suponho que devemos reconhecer o valor da juventude, devemos inspirar nossa juventude com os ideais e ensinamentos da Maçonaria, devemos olhar para a juventude para lutar nossas batalhas, não as batalhas de uma guerra quente, mas as batalhas desta guerra fria.

A Maçonaria de Saskatchewan tem um programa positivo e construtivo “Maçonaria e Juventude”. Apelo à Maçonaria do mundo inteiro para que pense seriamente no desenvolvimento de um Programa Juvenil que entusiasme a juventude dos nossos países com o valor das grandes liberdades e privilégios individuais existentes sob o nosso modo de vida democrático.

Não há serviço maior que nós, como maçons, possamos prestar ao nosso país, do que manter e fortalecer a moral e o moral de nossa juventude. Os jovens devidamente orientados assegurarão a preservação das liberdades e liberdades que foram conquistadas para nós através de sacrifícios de sangue e lágrimas ao longo dos séculos. Estamos como uma instituição preparada para ajudar a direcionar o pensamento e as ações da juventude de nossas comunidades, ou vamos nos adaptar a atitude que não nos interessa e permitir que outras organizações e instituições com sinistros antecedentes estrangeiros as inoculem com o vírus do “ismo[3]“? Em nossa resposta traduzida em ato rápido e construtivo depende a sobrevivência da Maçonaria.

Eu desafio a Maçonaria a substituir ações por palavras, o homem no postos de defensor da liberdade, dar o alarme, ordenar foguetes e dirigir uma campanha que vai inspirar a nossa juventude a levar a bandeira da liberdade individual para uma vitória total sobre as forças escravizadoras dos apologistas do “ismo”. Eu emito este desafio em nome dos 95.000 gloriosos mortos do Canadá que depuseram suas vidas no Altar da Liberdade na I e II Guerra Mundial e eu faço isso nas palavras do imortal poema do Tenente Coronel John McCrea”

Somos os mortos… Ainda há poucos dias, vivos,

ah! Nós amávamos, nós éramos amados;

sentíamos a aurora e víamos o poente

a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados

nos campos da Flandres.

 

Continuai a lutar contra o nosso inimigo;

nossa mão vacilante atira-vos o archote:

mantende-o no alto. Que, se a nossa fé trairdes,

nós, que morremos, não poderemos dormir,

ainda mesmo que floresçam as papoulas

nos campos da Flandres.”


(Esse é um apêndice ao trabalho do irmão Tate como explicado pela moção na página 30 (página 15 nas minutas originais), e reproduzido por cortesia do irmão Van Dyke Parker, G. M. De Wisconsin. )


Maçonaria e Comunismo

Por Van Dyke Parker

Grão-Mestre de Wisconsin

Irmão Parker:

Sapientíssimo Irmão Presidente, Membros da Conferência dos Grão-Mestres: Enquanto caminhávamos pela manhã e eu estava olhando o relógio e vi que era hora de comer, eu tinha decidido que talvez eu fosse o primeiro no programa desta tarde, e eu estava pensando em uma aula de cálculo integral que eu sempre assisti imediatamente após a hora do almoço, e que bom assunto este era para dormir.

Agora, irmãos, asseguro-vos que as minhas observações são muito importantes, e tentarei ser breve, pois foi dito que a mente humana só pode absorver o que os pés podem compreender.

Irmãos, minhas observações são de natureza séria e sobre um assunto de importância vital.

O comunismo é uma forca a qual os seus ditadores submetem os próprios cidadãos. Nunca se matou tanto em tempos de paz como nos países comunistas.
O comunismo é uma forca a qual os seus ditadores submetem os próprios cidadãos. Nunca se matou tanto em tempos de paz como nos países comunistas.

Durante a hora de encerramento desta conferência em sessão, há um ano, meu antecessor imediato, o Eminente Schubert, então Grão-Mestre Maçom em Wisconsin, leu no registro uma breve declaração e propôs a adoção de uma resolução a ser adicionada à nossa Declaração de Princípios. Esta resolução foi colocada para apreciação na presente reunião, e antes de discutir o tema que me foi designado na ordem do dia, gostaria de apresentar a breve declaração feita no ano passado, juntamente com a resolução que a acompanha.

A maçonaria especulativa adotou as ferramentas da arte operativa como símbolos para um método de educação em moralidade

Irmão Schubert: Sapientíssimo irmão e Irmãos: Nós, de Wisconsin, gostaríamos de propor uma adição à Declaração de Princípios adotada por este órgão, creio eu, em 1939.

Antes de fazer a proposta concreta gostaria de ler uma declaração relativamente breve:

A Maçonaria Operativa tinha o objetivo de promover e proteger os interesses econômicos dos obreiros. A Maçonaria especulativa adotou as ferramentas da arte operativa como símbolos para um método de educação em moralidade.

O moderno sistema de Loja Maçônica refinou este método de educação em um elaborado ritualismo, estendido no corpo dos ritos de York e Escocês.

Originalmente, esse método serviu para prover uma educação elementar para mim que não tinha oportunidade de educação formal em outro lugar (a palestra sobre os sete passos nas artes e ciências sobrevive como evidência dessa prática).

Há muitos indícios de que a prática das primeiras Lojas nos Estados Unidos colocou muita ênfase nos objetivos educacionais, culturais, morais e fraternos, mas em uma sociedade mais primitiva havia muito mais oportunidade de ajuda prática e mútua entre os maçons como um objetivo organizado.

É um fato reconhecido que a Maçonaria, através dos maçons, teve uma influência definitiva na elaboração do pedido de independência dos Estados Unidos e na execução da Guerra ou da Revolução. Da influência da Maçonaria e dos Maçons sobre a formulação dos princípios de nosso governo, não pode haver dúvida. No período pós-revolucionário, a Maçonaria aparentemente continuou suas práticas educacionais, culturais e fraternas, mas voltou a direcionar seu objetivo prático de pensar em usar sua influência para o estabelecimento de um sistema escolar público — mais particularmente nos Estados da costa leste. O sistema escolar público do Texas foi definitivamente uma criação maçônica. A partir daí, com muitas exceções isoladas, é claro que a Maçonaria institucional, diferenciada dos notáveis maçons individuais, permaneceu inarticulada nos assuntos públicos, e sua principal reivindicação sobre a atenção pública descansou em suas variadas e institucionais obras de caridade.

Qual é o propósito da Maçonaria hoje e qual é o método desse propósito?

Com este breve recital, me faço estas perguntas: Qual é o propósito da Maçonaria hoje e qual é o método desse propósito?

Estamos satisfeitos com a aquisição de mais Maçons, ainda que isso seja acompanhado pelo valor educacional e cultural do processo ritualístico, apenas com a caridade como objetivo social? Ou estamos obrigados a usar as ferramentas de trabalho da Maçonaria para o serviço a Deus e ao país em um campo maior de pensamento e trabalho?

Parece-me que uma das mais importantes das ferramentas de trabalho de um maçom, embora normalmente não classificada como tal, é a Sala dos Passos Perdidos em si.

O exemplo dos nossos ancestrais maçónicos na parte que eles levaram a conquistar a nossa independência, a formular as nossas instituições e a desenvolver o nosso sistema de escolas públicas no mínimo sugere a ideia de que os maçons podem voltar a ser perseverantes neste dia e idade.

Esta geração desperdiçou a rica herança que nos foi dada pelos patriotas revolucionários, teríamos nós traído a fé dos pais fundadores?

Não até que ensinemos a aplicação dos preceitos maçônicos aos assuntos da vida, não até que façamos do Templo um fórum de discussão da Maçonaria para melhorar nosso bem-estar temporal e espiritual, provaremos ser dignos de nossos privilégios e oportunidades maçônicas.

Nós trouxemos muitos homens para dentro de nossa irmandade que não têm compreensão de nossos objetivos finais. Não há tempo suficiente em nosso sistema ritualístico para descobrir o que a Maçonaria fez, ou o que ela pode fazer dentro de suas próprias limitações auto-impostas. Todas as tentativas de liderança são subordinadas a um ritualismo que tudo permeia.

Se os colonos amantes da liberdade, se os revolucionários patriotas, se os autores da Constituição puderam inspirar-se nos santuários da Maçonaria, deveriam os maçons hoje continuarem mudos em seu Templo quando essas liberdades estão sendo minadas e destruídas?

Maçonaria é bem diferente da filosofia pagã de Karl Marx

Podemos nos considerar dignos dos inestimáveis privilégios da Maçonaria se estivermos de pé, enquanto nossos recursos espirituais e materiais estão sendo dissipados na flagrante violação de uma confiança pública? A heresia do interesse de classe egoísta prevalecerá para desfazer um povo homogêneo e amante da liberdade? A filosofia pagã de Karl Marx deve ser promulgada na América sem um protesto dos maçons, a quem Deus é a fonte de toda sabedoria e poder?

Tais assuntos sugerem imediatamente os perigos da dissensão e da controvérsia. Eu me recuso a reconhecer a validade da sugestão como se ela pertencesse à regra maçônica que proíbe assuntos controversos. Concedido que a estupidez humana pode levar a uma diferença de opinião, mesmo para a sabedoria e o poder de Deus, a regra não seria em um caso como esse tornar Deus um assunto proibido.

Peço sinceramente a vocês que façam da Loja um fórum para a discussão dessas coisas que incentivará os maçons a aprenderem mais sobre o método e a finalidade da Maçonaria aplicada aos assuntos da vida, os privilégios e as oportunidades da relação fraterna com um objetivo prático, Os deveres de cidadania e bem estar da ordem social e as virtudes da obediência a Deus.

E, no decorrer de qualquer discussão desse tipo, um irmão desorientado pedirá a palavra, “Venerável Mestre; Este é um tema controverso “, que o Venerável Mestre responda: “Sendo um assunto controverso, é minha ordem que nenhuma referência seja feita a ele “. Tudo isso na esperança de que haja cada vez menos estupidez e mais devoção a realização de um propósito maçônico.

Tal prática irá enfrentar a objeção dos perigos da dissensão e da controvérsia. Tal fórum maçônico dará vida, espírito, propósito e um novo interesse em reuniões maçônicas.

Existe uma forte tentação de expandir as possibilidades desse fórum para os maçons, mas quero chamar a atenção para o que me parece ser um único objetivo de importância imediata e primordial, não apenas para os maçons e a maçonaria, mas para todos Americanos. Tudo o que nos é precioso na Maçonaria e tudo o que nos é precioso em nossa cidadania americana é ameaçado pelo comunismo. Tanto no país como no estrangeiro a evidência está se acumulando para mostrar como uma mera minoria de entusiastas marxistas pode corromper o pensamento político e econômico e a integridade moral de todo um povo.

Peço a Deus que nossa sociedade, de mais de dois milhões de maçons americanos, não apenas desperte de sua letargia maçônica, mas que possam desenvolver algo desse fervor, zelo e espírito de sacrifício para a Maçonaria e seus objetivos que os comunistas têm por seu Comunismo infernal.

A maçonaria abomina o comunismo

E assim, Venerável, proponho para consideração esta adição:

A Maçonaria abomina o Comunismo como sendo repugnante à sua concepção da dignidade da personalidade individual, destruidora dos direitos básicos que são a herança divina de todos os homens e hostil ao princípio maçônico fundamental da fé em Deus.

Com a recitação acima exposta, abordo agora a questão inscrita na ordem do dia. Primeiro, eu gostaria de definir o comunismo enquanto falamos dele hoje.

Parar o comunismo é uma missão para todos os que defendem as liberdades individuais e o fim da tirania.
Parar o comunismo é uma missão para todos os que defendem as liberdades individuais e o fim da tirania.

Durante os últimos dois séculos neste país tem havido mais de 400 experiências em vida comunal. Muitas destas foram colônias comunais cristãs. Sem dúvida em seu dia de fundação ou organização elas foram referidas como empreendimentos socialistas ou comunistas. Muitas destas tiveram um desfecho satisfatório e agora estão incorporadas dentro dos limites destes Estados Unidos. Estes grupos familiares a você têm sido definitivamente uma influência para o bem, e são de maneira alguma algo a ser confundido com o assunto hora apresentado.

Estamos falando do comunismo como promulgado pela doutrina de Karl Marx[4], promovido por Lenin e Trotsky, e agora praticado sob a ditadura de Joseph Stalin na União da República Socialista Soviética.

Em segundo lugar, vamos considerar o que é, e o que não é, controverso para discussão em uma Loja Maçônica. Alguns podem dizer que a discussão de qualquer assunto político não deve ser feito dentro de Loja. Então, o que deve ser chamado de sujeito político. Devemos limitar-nos a considerar todos os notórios partidos políticos, que tiveram seu nome na urna, como uma aliança política definitiva e, como tal, não aberta para discussão em loja?

Há um chamado partido político conhecido como Partido da Proibição. Este assunto tem sido discutido em lojas constituintes e na maioria das grandes lojas no país. Ao analisarmos os Relatórios de Correspondentes Estrangeiros, descobrimos que o princípio sobre o qual este partido é fundado é um item que agora está em discussão na maioria das grandes jurisdições. Por conseguinte, devemos considerar que, devido à natureza polêmica desse assunto, não deve ser discutido em loja e grande loja, ou porque o nome apareceu nas cédulas presidenciais como um partido político que o mesmo deveria ser chamado de controverso e não aberto para discussão?

Nós recordamos do partido anti-Maçônico do início do século XIX. Isso era considerado um assunto político, um assunto controverso, e não estava aberto a discussão em loja por nossos antepassados maçônicos? Eu ouso dizer que a resposta é definitivamente “Não”. Outros partidos chamados políticos foram fundados ao longo da história desta nação sob diferentes ideologias[5] e promulgaram reformas definidas e suas visões particulares. Esses não são partidários, mas apenas patrocinadores de suas idéias. A leitura dos antigos registros, particularmente da Loja de  St. John, em Boston, indicaria que nossos ancestrais maçônicos se interessaram bastante pela independência das colônias, [houve] até mesmo o adiamento de uma reunião da Loja para participarem de um evento em que o chá foi servido.

Alguns podem dizer: “Por que deveríamos nós, como líderes da Maçonaria nas várias grandes lojas deste continente, nos preocupar com esse assunto?” Líderes maçônicos me disseram que existem tantos males mais sérios neste mundo que deveríamos nos esforçar para corrigir, que não devemos nos preocupar com este suposto assunto controverso.

Meus Irmãos, não há maior perigo para a paz deste mundo, para o bem-estar das gerações futuras ou para a segurança de tudo o que consideramos sagrado do que a ameaça do comunismo que está espalhando seus tentáculos sobre uma boa porção deste globo.

Cito as observações feitas por um antigo Grão-Mestre de Wisconsin, o Eminente Irmão George Lounsbury, na reunião desta conferência em 1940, quando naquela época o assunto em questão era a atitude da Maçonaria em relação à condição mundial então presente:

“A maçonaria considera como pecado aquelas coisas que violam os princípios fundamentais sobre os quais se fundamenta esta fraternidade e, portanto, em relação aos assuntos mundiais, é e deve ser contra as ditaduras, a intolerância à raça ou ao credo, a opressão das minorias, a agressão de nações fortes sobre as fracas sem terem sido provocadas, e o aumento de poder de qualquer nação que não siga os princípios da democracia. “

Essas foram as condições em 1940 que nos levou à Segunda Guerra Mundial. Onde estão as condições hoje? Não são análogas, se não mais agudas, aquelas que passamos em 1940?

Cada maçom, como cidadão, deve ser informado sobre a ameaça mortal do comunismo à nossa Fraternidade

Deixe-me esclarecer sobre um ponto importante. Não é o propósito desta adição sugerida à nossa Declaração de Princípios preparar o caminho para uma manifestação maçônica pública contra o comunismo. Tal movimento, naturalmente, violaria nosso próprio princípio estabelecido há muito tempo. Mas, se nossa Grande Loja colocar oficialmente esta má filosofia na mesma categoria do ateísmo, onde ela pertence, então qualquer objeção possível à discussão do assunto desaparecerá, e seremos livres em nossas Lojas para iluminar nossos irmãos e adverti-los sobre o perigo comunista de que muitos estão surpreendentemente inconscientes ou desinformados – assim como ensinamos em nossas lojas uma reverência e obediência à vontade do nosso Grande Criador em oposição às teorias desoladas do ateu.

Cada maçom, como cidadão, deve ser informado sobre a ameaça mortal do comunismo à nossa Fraternidade, ao nosso país e às instituições que amamos e sob as quais construímos esta grande nação. O que ele aprende em sua Loja Maçônica ele deve levar consigo para a vida diária, guiando-se pelos princípios ensinados — os princípios simples de vida correta e masculinidade decente.

O comunismo é posterior à maçonaria e totalmente incompatível. Cabe ser a maçonaria contra o comunismo se o maçom quiser defender as liberdades individuais.
O comunismo é posterior à maçonaria e totalmente incompatível. Cabe ser a maçonaria contra o comunismo se o maçom quiser defender as liberdades individuais.

A maçonaria em seus primeiros dias operativos foi o precursor de nossos sindicatos atuais. Nos primeiros dias da colonização deste país, a Maçonaria serviu como um agrupamento de homens para ajudar uns aos outros a afastar os elementos, os ataques de bestas selvagens em um esforço comunitário para preservar a vida. Durante os dias da Revolução, a Maçonaria era definitivamente uma organização de patriotas. Nós sempre nos levantamos diante o chamado da nação, e nestes dias, não devemos ver levianamente a ameaça que estamos enfrentando de todos os lados.

A discussão dos chamados partidos políticos não é assunto controverso. É uma política partidária que é proibida. Um homem pode ser um maçom e um membro de qualquer partido político de sua escolha, um homem pode ser um obreiro e adorar seu Deus em qualquer igreja que desejar, seja ele hebreu, católico romano, ou protestante; Mas nenhum homem pode ser um obreiro e um comunista, pois um comunista é um ateu declarado, um seguidor dos ensinamentos de Karl Marx, que afirmou que a religião era o ópio do povo. Você não pode ser um comunista e um maçom assim como é impossível ser um George Washington e um Benedict Arnold ao mesmo tempo.

O sistema da Loja Maçônica, juntamente com a igreja, deixará de existir onde o comunismo governa

O comunismo não é apenas incompatível com os princípios da Maçonaria, mas o sistema da Loja Maçônica, juntamente com a igreja, deixará de existir onde o comunismo governa. A Rússia hoje tolera uma igreja restrita apenas como um expediente temporário, e está olhando para o extermínio final de todas as formas de adoração da Deidade. Os maçons não podem descartar o assunto, pois não é controverso no sentido maçônico. A primeira lei da natureza é a de auto-preservação, e o primeiro dever da Maçonaria é defender a Maçonaria. Para fazer isso, os maçons devem ser capazes de reconhecer o perigo do comunismo, tanto na sua forma exterior como na sua forma oculta.

O comunismo jamais prosperará na América se o seu propósito e os seus métodos forem conhecidos e compreendidos. A ignorância do tema produziu uma apatia correspondente em relação a qualquer necessidade de combater a atividade comunista.

O observador casual elogia a proposta do comunismo: “Que todos os homens compartilhem mais igualmente dos bens do mundo”, pouco percebendo que essa proposta é apenas uma cobertura para uma fraude, a garantia do poder político com uma promessa de preferência aos seus defensores mais agressivos.

Os comunistas não saem ao ar livre. Eles se escondem por trás de frentes falsas e usam seus informantes para dar uma aparência de decência pública e altos ideais. Eles planejam secretamente controlar posições-chave de poder e influência. Eles negam individualmente sua própria identidade. Não há nenhuma forma de desonestidade ou traição que não tenham empregado com a aprovação de seus líderes mais elevados. Eles justificam a anarquia e a imoralidade como um meio para um fim. Eles prosperam na desordem social, miséria humana e ignorância. Eles deliberadamente apelam para as formas mais baixas de egoísmo e ganância. Eles propagam o ódio. A luta de classes é seu objetivo abertamente declarado. Por sua própria declaração formal, o comunismo só pode ser alcançado se derrubar toda a ordem social. Eles querem cumprir seus objetivos por revolução, revolução sangrenta.

Toda a nossa economia política, nossas antigas instituições, nossas tradições e costumes, nossa concepção de lei e ordem, nossa religião e moral, nossa vida familiar irão desaparecer se o comunismo prevalecer na América. Tudo isso virá sobre a promessa, de impossível de realização, de que o comunismo é uma panacéia para todos os males morais e econômicos humanos.

Se houver qualquer dúvida sobre qualquer uma das afirmações precedentes, a prova é adequada, documentada em grande parte por manifestos oficiais comunistas e declarações, seus próprios registros, suas diversas publicações e as asserções desavergonhadas dos próprios comunistas.

Há evidências hoje de um reavivamento do militarismo alemão sob a supervisão soviética, e de um sentimento aberto entre todos os homens que um duelo histórico está sendo travado entre o totalitarismo soviético e a democracia ocidental. Este problema será resolvido por medidas gerais, mas vamos ter certeza de que não perdemos o duelo por omissão.

Comunismo significa o fim das liberdades individuais

Um cidadão da República Socialista Soviética não pode possuir terra, não pode fazer greve, não pode protestar, não pode viajar, não pode possuir jóias, não pode ser julgado por júri, não pode escolher o seu trabalho, não pode ausentar-se do trabalho, não pode tocar um sino da igreja, não pode ser amigo de um estrangeiro, é proibida a liberdade de expressão, liberdade de reunião, liberdade de religião, liberdade de alma.

Contraste isso com o nosso amado país onde a dignidade do indivíduo é salvaguardada e preservada. Sua casa é seu castelo e não pode ser invadida sem o devido processo legal. Seus bens pessoais são protegidos de buscas e apreensões injustificadas. Ele não pode ser preso a não ser que esteja envolvido na prática de crime, ou seja apresentada uma sentença pela qual ele é acusado e, em ambos os casos, ele deve ser julgado em tribunal, ser representado por um advogado de sua própria escolha com direito a fiança. Ele deve ter tempo suficiente para preparar sua defesa e deve ser julgado por um júri de seus pares. Se estiver insatisfeito com o resultado, ele tem o direito de recurso.

Além disso, livre e sem ser molestado ele pode adorar em um altar de sua livre escolha, suas devoções ininterruptas e sua fé são um assunto apenas para sua consciência e seu Deus. Se ele discordar de seu governo, e freqüentemente o faz, ele tem o direito de expressar sua opinião livremente e abertamente, e se ele assim quiser e puder pagar, ele pode alugar uma sala e convidar outros a ouvi-lo.

Como maçons nossa obrigação é clara. Nosso primeiro dever é com Deus, nosso próximo dever é com nossos semelhantes. Nosso dever para com Deus sobe em uma perpendicular, em que encontramos nossos irmãos no oriente eterno estes dois formam o esquadro. Comunismo e Maçonaria estão em pólos opostos e a coexistência é impossível.

9th Inter-Provincial Conference  of the Officers of the Four Western Masonic Jurisdictions of Canada Banff,  Alberta in 1949.

[1]    O Comitê Central foi o mais  alto corpo dirigente do Partido Comunista da União Soviética.

[2]    Uma ideologia é, por definição, um simulacro de teoria científica. É, segundo a correta expressão do próprio Marx, um “vestido de idéias” que encobre interesses ou desejos.

[3]    i.e. Eurasianismo, ambientalismo, socialismo, abortismo, feminismo, anticatolicismo, gayzismo, veganismo,  antitabagismo, islamismo, racialismo, fascismo, nazismo, globalismo e demais movimentos baseados em preceitos marxistas.

[4]    O marxismo não é uma filosofia política, não é uma economia, não é um partido político, não é nenhuma dessas coisas isoladamente, mas é uma cultura, no sentido antropológico do termo. Uma cultura significa um universo inteiro, um complexo inteiro de crenças, símbolos, discursos, reações humanas, sentimentos, lendas, mitos, sentimentos de solidariedade, esquemas de ação e, sobretudo, dispositivos de autopreservação e de autodefesa.

[5]    O liberalismo econômico (chamado pejorativamente por Karl Marx de capitalismo)  não é uma ideologia. É a descrição e explição de uma realidade existente. Assim como o conservadorismo também não o é. Esse se trata de uma postura onde toda a experiência, os ajustes e o processo de tentativas e erros obtidos em milênios de civilização são levados em conta na tomada de decisão. Mudanças são bem vindas desde que não haja uma ruptura com a tradição.

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One Reply to “Maçonaria contra o comunismo”

  1. Livre Pensador says: Responder

    Se a maçonaria aceita livres pensadores, isso não seria uma limitação? Com um tempo talvez não vão acreditar que certo tipo de pensamento como o comunista não é compatível… quem sabe com um tempo certo tipo de religião seja incompatível para os irmãos de maçonaria.
    talvez com um tempo, certo tipo de etnia.

    A tirania começa com a tentativa de colocar grades nos pensamentos senhores. Parem de ser separatistas e abram os braços para o pensamento diferente do seu.

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