Neocomunismo: o capitalismo de compadrio

Neocomunismo quer integrar a América Latina numa União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL)

EDITORIAL

Há quem pense que o comunismo morreu. Por mais que haja evidências claras de que ele está presente em nosso cotidiano, ainda há quem pense que se trata de pura utopia que não está mais em andamento. Mas está sim. É o neocomunismo.

Comunismo deixou de usar a luta armada e passou a usar um processo cultural lento e bastante gradual. A força apenas não funciona, e matar cidadãos provoca, no fim, o colapso de uma civilização.

Isso pode ser sentido com o que houve na Rússia. A realidade é triste. Os russos estão morrendo e não estão nascendo. Muitas mulheres russas, que já fizeram muitos abortos, não podem mais engravidar. Enquanto isso, há regiões da Rússia com cada vez mais muçulmanos. A Rússia colapsa hoje por causa do comunismo do passado.

É óbvio que há, no que está ocorrendo na Rússia, o efeito da Lei do Kharma, ou lei da ação e reação. Era de se esperar que o mal que a Rússia tentou e tenta causar no mundo se voltasse contra ela mesma. O neocomunismo que a Rússia está inventando, ou eurasianismo, se diferenciam muito do comunismo marxista tradicional. Essa diferença é o que iremos explicar em nosso editorial.

O neocomunismo no Brasil e a sua oposição ao marxismo

O PT é o partido eurasiano mais evidente no Brasil. Sua visão de mundo consiste na interpretação da sociedade como um conjunto de opressores e oprimidos. Sindicalista, tem inspiração no fascismo sindical de Mussolini. Trabalhista, procura se colocar ao lado da antiga “classe operária”. Isso tudo lembra o comunismo marxista tradicional.

Porém, quando Lula ganhou, o que fez? Eurasianismo. Partiu para uma economia neoliberal, no estilo tucano. O neoliberalismo é uma visão econômica de esquerda, pois ao mesmo tempo em que facilita privatização de empresas, também cria o cenário ideal para o capitalismo de compadrio existir.

Capitalismo de compadrio, ou capitalismo de estado, é o que podemos chamar de capimunismo, ou eurasianismo. Trata-se de uma visão de que a economia não vai mesmo se desenvolver com políticas marxistas de intervenção. Portanto a intervenção é feita de forma pontual a favorecer o partido no poder. Esse partido se mantém no poder sendo sustentado por um grupo de empresários amigos, que são verdadeiros sócios do esquema.

Esse tipo de capitalismo não permite a liberdade econômica. Pois os amigos do rei possuem tantas vantagens, como crédito fácil a juros baixos, que qualquer competição sofre para resistir às pressões do mercado.

Essa triste realidade é o que vemos acontecer no Brasil hoje. Empresas como Odebrecht, JBS, EBX, OGX e outras se beneficiaram da amizade com políticos. Foram para um caminho da anticompetição, em que o dinheiro obtido do auxílio do governo eliminaria qualquer competição no longo prazo. Por isso temos figuras “monárquicas” no meio empresarial: reis do gado, reis da construção civil, reis de sabe-se lá o que, grandes favorecidos pela ideologia neocomunista.

Por isso estamos vendo Marcelo Odebrecht preso e uma delação premiada que pode destruir a nossa república por completo. Por isso estamos vendo um mandado de prisão internacional para Eike Batista. Que revelem, afinal, como funciona esse capitalismo de compadrio no Brasil.

O neonazismo e o neocomunismo

Se há mesmo um neonazismo, ele é por vezes representado por gente sem noção alguma do que era o nazismo. Isso porque o nazismo só faz sentido com a figura de um führer, um ditador do povo trabalhador. O partido nazista era conhecido como “Partido nacional socialista dos trabalhadores alemães”. Era, portanto, um partido popular, socialista e de esquerda.

Não era uma esquerda marxista. Era uma esquerda absolutista que criou as bases do empresário obediente. Hitler, afinal, tirou empresas inteiras de imigrantes judeus e as deu para aliados e amigos do partido nazista. Esses aliados seguiam as ordens de Hitler. Era uma economia totalmente centralizada, porém sem que tudo pertencesse ao Estado. No entanto, era o estado que escolhia o que pertenceria a quem.

Já no neocomunismo, algumas ideias do nazismo tradicional foram emprestadas. O capitalismo de compadrio, o controle da economia por meio de empresários amigos, a propaganda e a agitação, o controle da juventude e o terrorismo de estado passaram a ser estratégia adotadas e aceitas livremente entre os antigos comunistas. Eles viram em Hitler, um antigo aliado que depois se tornou inimigo, algo que poderiam usar. E isso é até mesmo reconhecido por um dos maiores líderes neocomunistas do Brasil.

Playboy – Há alguma figura de renome que tenha inspirado você? Alguém de agora ou do passado?

Lula [pensa um pouco]- Há algumas figuras que eu admiro muito, sem contar o nosso Tiradentes e outros que fizeram muito pela independência do Brasil (…). Um cara que me emociona muito é o Gandhi (…). Outro que eu admiro muito é o Che Guevara, que se dedicou inteiramente à sua causa. Essa dedicação é que me faz admirar um homem.

Playboy – A ação e a ideologia?

Lula – Não está em jogo a ideologia, o que ele pensava, mas a atitude, a dedicação. Se todo mundo desse um pouco de si como eles, as coisas não andariam como andam no mundo. (…) 

Playboy – Alguém mais que você admira?

Lula [pausa, olhando as paredes] – O Mao Tse-Tung também lutou por aquilo que achava certo, lutou para transformar alguma coisa.

Playboy – Diga mais…

Lula – Por exemplo… O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.

Playboy – Quer dizer que você admira o Adolfo?

Lula – [enfático] Não, não. O que eu admiro é a disposição, a força, a dedicação. É diferente de admirar as idéias dele, a ideologia dele.

Playboy – E entre os vivos?

Lula [pensando] – O Fidel Castro, que também se dedicou a uma causa e lutou contra tudo.

Playboy – Mais.

LulaKhomeini. Eu não conheço muito a coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do Xá foi um negócio sério.

Playboy – As pessoas que você disse que admira derrubaram ou ajudaram a derrubar governos. Mera coincidência?

Lula [rápido] – Não, não é mera coincidência, não. É que todos eles estavam ao lado dos menos favorecidos.

(…)

Playboy – No novo Irã, já foram mortas centenas de pessoas. Isso não abala a sua admiração pelo Khomeini?

Lula – É um grande erro… (…) Ninguém pode ter a pretensão de governar sem oposição. E ninguém tem o direito de matar ninguém. Nós precisamos aprender a conviver com quem é contra a gente, com quem quer derrubar a gente. (…) É preciso fazer alguma coisa para ganhar mais adeptos, não se preocupar com a minoria descontente, mas se importar com a maioria dos contentes.

One Reply to “Neocomunismo: o capitalismo de compadrio”

  1. […] muito piores. Possíveis homicídios foram cometidos por esse establishment desarranjado. O capitalismo de compadrio prejudica as políticas de preço e a livre competição. Verdadeiros monopólios foram criados em […]

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