“Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas.”

​Foi o grande Winston Churchill quem previu:
“Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas.”
E adivinhem só? Ele sabia perfeitamente do que falava. 
Não invalido a luta pelos direitos individuais travadas em torno do casamento gay, da igualdade racial e da isonomia entre homens e mulheres. Mas me parece cada vez mais inquestionável a aproximação de muitos desses movimentos que dizem falar em nome dessas minorias com o autoritarismo, a falta de diálogo e a violência.
Quanto mais essa esquerda abraça a arrogância da adolescência, pedante a ponto de achar que conseguirá passar imune à ausência do debate de ideias, gritando de forma histérica, fingindo abraçar o diferente enquanto agride qualquer livre pensador que lhe passar pelo caminho, mais presa ela estará à sua condição incomunicável, de gente que nasce e morre no Leblon e na Avenida Paulista, que se acha especial porque leu Pablo Neruda e assistiu aos filmes do Truffaut, em suas programações de finais de semana pequeno-burguesas, lutando por pautas de classe média travestidas de luta popular, perdendo eleição atrás de eleição.
A esquerda virou um fim em si mesma. E a sua condição agonizante parece cada vez mais previsível: um fascismo politicamente correto disfarçado de antifascismo.
Ou ela abandona a sua veia adolescente, ou morre engolida por sua própria imaturidade.
Rodrigo da Silva

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