Reinvenção: uma solução para o Brasil

É preciso uma reinvenção do Brasil para não permitir mais que existam políticos corruptos impunes.

EDITORIAL

O Brasil precisa de uma reinvenção. Imagine que a delação da Odebrecht se confirme e que tenhamos mais de 300 políticos envolvidos. Isso significa uma quantidade muito grande de pessoas, assistentes e assessores também envolvidos. E isso não será possível de se resolver apenas por meio jurídico. Uma verdadeira intervenção no governo seria necessária para reinventar a nossa política.

Precisamos de uma retomada do antigo projeto federalista da República. É preciso criar uma nova constituição. Uma que não permita o aparelhamento de poderes a partir de outros poderes. Uma que não facilite para que o Brasil continue sendo responsável por praticamente 13,94% de todos os homicídios do mundo. Os Estados precisam ser mais autônomos e mais ricos no processo.

A grande palhaçada do STF de hoje mostra que o sistema aparelhado não tem como funcionar. O STF, que deveria guardar a constituição, insiste em rasgá-la na cara dura. O legislativo cria projetos de lei que facilitam a impunidade, em vez de aprimorar o funcionamento do país. O executivo fica fazendo jogo de favores para manipular o legislativo e o judiciário, influenciando terrivelmente nos três poderes.

Nesse cenário, apenas a operação Lava Jato não poderá fazer muito. Será necessário um verdadeiro choque de realidade. Será necessário intervir no desgoverno antes que ele leve o país todo para o abismo.

Reinvenção do Brasil: por onde começar?

A melhor forma de começar essa reinvenção seria intervindo na política e nos três poderes, retirando os corruptos, os indicados dos corruptos e os corruptores dos seus cargos.

Na sequência, novas eleições precisam ser convocadas. Uma Assembleia Constituinte precisa ser eleita para que os erros da constituição de 1988, que tem sido usada por populistas para permitir a implantação do comunismo no Brasil, para eliminar os erros, os equívocos e os excessos.

Estados devem criar suas próprias constituições. Cada estado será livre para definir suas leis locais, sem interferência do poder central. Uma constituição nova deve defender a propriedade privada e a capacidade dos brasileiros de adquirir armas para se proteger não só de criminosos, como também de governantes tiranos.

O empreendedorismo deve ser facilitado. O governo não precisa desenvolver nada, nem criar empresas. Ele precisa é facilitar para que existem brasileiros capazes de reinventar o país, melhorando a economia. Barreiras de importação e exportação devem ser destruídas, melhorando a qualidade do que o brasileiro consome e acabando com os monopólios dos “reis do gado” do BNDES.

Isso deve gerar preços mais baixos. Com juros mais baixos, o Brasil economizará somas vultosas de dinheiro. Com inflação baixa, o brasileiro conseguirá enriquecer com dinheiro no bolso. A miséria vai diminuir e a vida das pessoas vai melhorar.

É só o governo interferir o mínimo necessário para que a economia comece a florescer por aqui.

Reinvenção do Brasil: onde ela termina

Após novas eleições, isso não significará que os problemas estarão resolvidos. Essas eleições só deveriam ocorrer quando começasse a existir o voto distrital. O problema de representatividade não será resolvido na primeira eleição.

Uma forma de resolver isso é termos eleições a cada 2 anos, no período inicial, para cargos eletivos do governo federal. Isso fará com que o povo rapidamente troque os primeiros políticos que não se adaptarem às novas realidades.

A reinvenção começa pela aceitação de que, com as redes sociais e com a liberdade de expressão, o brasileiro não será mais manipulado pela propaganda de políticos para escolhê-los. Por outro lado, a existência de movimentos de rua e de novas mídias, como o portal do Avança Brasil, permitirão que as pessoas se informem sem depender mais da antiga mídia.

O site do Avança Brasil existe há 4 meses. Nesse período, já tivemos mais de 300 mil visitantes em nosso site. Que site poderia ter isso de acesso com tão poucos meses de existência há 10 anos?

Essa mudança essencial está virando o jogo. Por isso você poderá influenciar mais na política. Os políticos não mais parecerão estranhos: eles passarão a, de fato, representar o povo brasileiro. Aí o Brasil pode começar a funcionar.

Reinvenção do país pode também dar errado: os riscos de uma intervenção equivocada

A intervenção militar de 1964 não deu certo. Além de apelar e não conseguir comunicar os seus atos com transparência para o povo, ela foi extremamente ineficaz ao não combater a estratégia gramsciana da esquerda.

A corrupção não surge do nada. Ela vem de uma ideologia criada por Antonio Gramsci, que, inspirado por Maquiavel e tantos outros, propôs o caminho da hegemonia cultural como forma de quebrar barreiras presentes nos países da civilização ocidental.

Essa proposta foi eficaz. Enquanto os militares usavam armas para combater os comunistas, os comunistas usavam salas de aula, peças de teatro, filmes, pornochanchadas e a principal arma que eles vem usando aqui e nos Estados Unidos: as drogas.

O narcotráfico, está ficando cada vez mais claro, foi fomentado e estimulado pelos comunistas desde a época da KGB. O motivo era um só: criar armas químicas que tornasse o ocidente extremamente enlouquecido e, com isso, enfraquecido. Funcionou e funciona muito bem essa estratégia. E tem feito todas as outras dar errado.

É preciso reconhecer todos esses erros do passado e tomar ações para eliminá-los no futuro. Qualquer reinvenção do Brasil precisa passar por uma redefinição completa do ensino brasileiro, proibindo todas as ideologias baseadas em ódio, como nazismo, comunismo, globalismo, fascismo etc de serem ensinadas na sala de aula como se fossem absolutamente normais e inofensivas.

Sabemos que não. Comunismo jamais deu certo em nenhuma parte do mundo porque, para dar certo, seria necessário matar ou prender praticamente 30% da população. Foi isso o que Cuba fez, por isso conseguiram manter o regime no poder. O mesmo está sendo feito na Venezuela. Era isso o que o PT queria fazer no Brasil. E ainda quer. É preciso ficar atento e intervir no país antes que os comunistas tentem uma nova revolução.

Reinvenção do país passa pela reinvenção de nossa classe política

O Brasil esquerdista possui a característica de dizimar a classe média entre impostos e inflação. Essa estratégia estava descrita no Manifesto Comunista de Karl Marx. É inevitável notar que a nossa economia segue à risca aquela cartilha radical.

O Brasil não tem esquerda. Toda a esquerda daqui é radical. Desde FHC, passando por Lula, Dilma, Zé Dirceu e Serra, todo mundo da nossa dita “esquerda” quer buscar um ditador do proletariado. Lula encarna bem esse personagem, por isso o PT insiste em dizer que não haverá alternativas para ele.

Lula representa o ditador do proletariado, mas Renan Calheiros e outros representam o antigo coronelismo. Ainda controlando os rincões do país, esses políticos implantam uma espécie de socialismo sem marxismo em seus estados. É o caso do Maranhão, do Sarney, e de Alagoas, de Renan.

É preciso uma reinvenção do Brasil para não permitir mais que existam políticos corruptos impunes.
É preciso uma reinvenção do Brasil para não permitir mais que existam políticos corruptos impunes.

Renan saiu impune e segue no cargo de presidente do Senado agora. Esse escárnio será lembrado, no futuro, como um dos muitos que irão fazer o povo ir pras ruas e procurar a reinvenção do país. Não haverá mais outra alternativa.

Isso porque, a se confirmar uma lista enorme de corruptos e corruptores da Odebrecht, não haverá sistema judiciário que dará conta de fazer o que precisa ser feito. Será preciso fazer algo diferente, inteligente e poderoso para a nossa democracia. E nós estamos preparados para defender os pontos, conforme descritos nesse editorial, para evitar os erros do passado e tentar criar um futuro para o Brasil de que possamos nos orgulhar.

 

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