MANIFESTO DOS MAÇONS DO MOVIMENTO AVANÇA BRASIL LIDO NO CONGRESSO NACIONAL EM 17/02/2016 PELO DEPUTADO IZALCI

AOS DEPUTADOS E SENADORES BRASILEIROS

Caros Deputados e Senadores do Brasil,
São os Maçons os agentes da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Os Maçons agem inspirados nos ensinamentos da maçonaria e tais ensinamentos nos levam a sermos dedicados à luta pela justiça, contra a tirania, a ignorância, os preconceitos e os erros. A nossa instituição, portanto, é apenas uma escola. Cabe aos Maçons agir com o que aprenderam para combater os vícios e construir virtudes. E são os Maçons organizados que estão aqui presentes para polir a pedra bruta que é o Brasil e extinguir esse modelo de CORRUPÇÃO que se instalou para sustentar um PROJETO CRIMINOSO DE PODER!
Por sermos defensores da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, nós Maçons, temos perseguido políticos com tendência à tirania — e temos sido por eles perseguidos. 
O nosso país completará 516 anos no dia 22 de abril de 2016. A presença dos Maçons no país começa em 1796, quando teria sido fundada a primeira Loja Maçônica no país, a Areópago de Itambé. Com ideais de liberdade e forte atuação política, os Maçons daquela loja logo foram reconhecidos como homens livres de extrema influência e importância. 
Esse movimento dos Maçons de Itambé não seria o último. 
Outros movimentos surgiram onde os Maçons tiveram participação decisiva, tais como, em 1797 na Conjuração Baiana, revolta que, dentre outras coisas, já pedia o fim da escravidão e o fim da colonização portuguesa. 

Em 1789, influenciamos diretamente a Inconfidência Mineira com os Maçons Tiradentes, Thomaz Antônio Gonzaga e Claudio Manoel da Costa. 
Em 1822, Maçons desejosos de ver um país mais livre, com livre comércio com todos os países do mundo, influenciamos D. Pedro I, iniciado na Ordem, a aceitar a ideia de Independência. No dia 20 de agosto de 1822, numa ata da Loja Comércio e Artes, lavrou-se a ideia da independência que culminou no dia 7 de setembro, data simbólica, tornando o dia 20 de agosto o dia do Maçom no Brasil.

 

Ainda, no dia 20 de setembro de 1835 tropas farroupilhas marcham sobre Porto Alegre, tomando o poder da cidade. No dia seguinte os Maçons Bento Gonçalves e Giuseppe Garibaldi, entraram triunfantes na capital. Bento deu posse ao vice-presidente da província, ao também Maçom Marciano Ribeiro, e acalmou a população declarando: “Em nossas mãos, a oliveira substitui a espada”. 
Em 1888, fora assinada a Lei Áurea no Brasil, acabando com a escravidão. Tal lei foi um projeto que teve o envolvimento direto de Maçons negros como Rebouças, Patrocínio, Gama, Paula Brito e Montezuma.
Em 1889, Marechal Deodoro da Fonseca, Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil na época, foi um dos líderes da Proclamação da República, tendo seu primeiro ministério inteiramente composto por Maçons.
Em 1930, Getúlio Vargas fez de tudo para destruir a Ordem maçônica, o que levou muitos de nossos irmãos a abandonarem a prática de discutir política, até mesmo a ideológica. Assunto, ao qual, não há reservas impostas. Isso acabou por suprimir dos Maçons o caráter político. Nos tornamos discretos e filantrópicos e retiramo-nos de vez da política. 
No entanto, em 1932, em São Paulo, surge um levante que exige uma constituição de um governo golpista. Esse movimento, que tinha diversos Maçons, foi também inspirado nos ideais de liberdade do passado. Esse processo acabou gerando uma constituição, mas que só durou 5 anos, pois o ímpeto golpista de Getúlio era maior.

Em 1960, eleito Presidente, o Maçom Jânio da Silva Quadros, deixou de lado seus juramentos para com a Ordem e se engendrou pelos caminhos de uma política populista, articulando um golpe de estado, já que era grande o descontentamento da população, iludida com os discursos inflamados do candidato e, posteriormente, decepcionada com o novo Presidente. Porém, as “forças ocultas”, que nós conhecemos bem, fizeram com que Jânio Quadros renunciasse.
O Brasil nesse momento entrou em uma turbulência social e econômica, não piores das que vivemos hoje! E, novamente, um movimento popular, de rua, em 1964, pediu uma solução drástica para a tirania. Esse movimento de rua, que precedeu a intervenção militar, foi popular, democrático e teve a liderança de muitos maçons, cansados dos desmandos e da desordem que ocorria, na época.
Com todo o histórico acima citado, nós Maçons – como indivíduos organizados, resolvemos desembainhar nossas espadas da moral e dos bons costumes e lutar novamente pelos motivos de sempre: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. 
Foi então, em fevereiro de 2015, que surgiu entre os Maçons o Movimento Avança Brasil para combater os tiranos e usurpadores de nossa pátria e de nossa gente. Por isso fomos às ruas em março de 2015 e de lá para cá estamos combatendo este estado que vive nossa pátria.


Hoje, dia 17 de fevereiro de 2016, nós estamos em Brasília. E por que viemos até aqui? A resposta é simples:

Pelo grito de uma sociedade que foi afrontada. 

Pelo ignorante que foi ludibriado.

Pela crise que já é inegável. 

Pelos que riram de nós enquanto nos roubavam. 

Pelos que morrem sem assistência por culpa da corrupção. 

Pelos que acham que o mundo não vai mudar e ficam covardemente paralisados e descrentes.

Pelo sentimento de injustiça.

Pela vergonha internacional. 

Pela persistência dos que acreditam. 

Por todos que se preparam para deixar o Brasil por falta de segurança. 

Pelo patriotismo ferido.

Pelos médicos, que foram desrespeitados. 

Pelos muitos desempregados que estão amargando o pior. 

Pela falta de escrúpulos dos corruptos.

Pela desvalorização dos nossos recursos. 

Pelo buraco sombrio que nos assombra com o desgoverno de líderes sem caráter. 

Pelos nossos filhos. 

Pelas mentiras desmascaradas que abriram os olhos de muitos. 

Pelo país enfraquecido. 

Pelas meias, cuecas, colchões, sofás e paredes cheias do nosso dinheiro. 

Pelo atentado à educação, que destrói a nossa esperança de ver um Brasil progredindo.

Pela petulância dos cretinos. 

Pela fé no bem e na volta por cima. 

Pela razão que nos guia. 

Pela nossa pátria, local onde nos alimentamos em nossas infâncias. 

Pela nossa honra e pelas virtudes.

Para poder olhar nos olhos dos nossos filhos e netos e afirmar que fizemos a nossa parte.

Pelo Brasil e por nossa bandeira.

E pela Sabedoria do Grande Arquiteto do Universo que nos ilumina para saber a hora de agir.
Esses são os motivos mais ligados ao coração. Mas Maçons também precisam trabalhar com a razão, a lógica, a aritmética, a retórica e a justiça, o projeto necessário para que as dores acima sejam curadas. Para isso queremos que esta casa de leis esteja alinhada aos seguintes pontos de nossa agenda:
LIBERDADE

Que se traduz em:
Liberdade de Imprensa garantida;

Fim da Propaganda Estatal e de blogs e jornais mantidos com dinheiro público ou indevido;

Proteção da Propriedade Privada;

Liberdade na economia, facilitando o empreendedorismo e diminuindo impostos, juros e inflação;

Liberdade de expressão garantida na Internet, sem políticos com medo de críticas querendo censurar as pessoas;

Liberdade de ir e vir garantida, com melhorias reais em nossa infraestrutura, sem corrupção e propinas que encarecem os custos das obras;

Livre concorrência, eliminando monopólios estatais e abrindo espaço para que concorrentes possam oferecer melhores preços, produtos e serviços;

Menos impostos, possíveis com menos corrupção e uma  gestão pública justa e transparente de verdade.
IGUALDADE

Que se traduz em:
Que os projetos de lei que fazem parte das 10 medidas contra a corrupção promovidas pelo Ministério Público Federal sejam aprovadas rapidamente pelo congresso nacional, tornando mais difícil que os corruptos continuem agindo sem punição;

Apoiar o projeto de lei que cria o crime de lesa-pátria promovido pela CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA SIMBÓLICA DO BRASIL chamado de “Corrupção Nunca Mais”;

Voto impresso com um processo de auditoria da contagem eletrônica para a confirmação das eleições, igualando-nos às principais democracias do mundo que registram os votos fisicamente em papel;

Igualdade perante a lei, pelo fim do foro privilegiado de políticos, ministros e outros cargos públicos, tornando os políticos iguais à população;

Igualdade na possibilidade de obtenção de armamentos para que os brasileiros possam se defender, não somente dos criminosos, como também da possibilidade de tiranos derem golpes pelo poder, como vemos na Venezuela;

Igualdade de oportunidade para todos estudarem sem ideologia partidária e de se cuidarem, com saúde para todos, permitindo que todos possam cumprir seus deveres;

Impostos com alíquota única, sem mais impostos progressivos, que punem os que conseguem o sucesso com o trabalho e com empreendimentos. Chega de punir os que geram valor de forma sem sentido com regras e leis tributárias cada vez mais incompreensíveis; 

Redução do tamanho do estado, do aparelhamento, com a extinção de cargos fantasmas imediatamente e com o fim de cargos que não geram serviços decentes para a sociedade;

Igualdade no tratamento do dinheiro público de forma similar aos países mais avançados no mundo;

Igualdade na punição de criminosos dentro e fora da política.
FRATERNIDADE

Que se traduz em:
Melhor relação comercial e diplomática com as principais democracias ocidentais;

Relação mais dura contra tiranos da América Latina que sacrificam o próprio povo;

Comércio fraterno e livre entre os países, diminuindo barreiras comerciais;

Impostos que não lesem a vida do povo brasileiro que trabalha mais de 5 meses ao ano para sustentar uma máquina pública que, evidentemente, não funciona bem por má gestão;

Juros mais justos, que levam a um crédito realista para o povo brasileiro;

Responsabilidade fiscal, para que os políticos respeitem o dinheiro do pagador de impostos como tem que ser, sem mau uso ou gastos desnecessários que acabam endividando o estado e gerando inflação alta;

Responsabilidade na contratação de funcionários públicos, sem exageros e sem que sejam contratados funcionários fantasmas, com salários que se tornam verdadeiros cabrestos e compra de apoio e consciências;

Por uma educação iluminadora e produtiva, que não seja baseada em ideologias de quaisquer tipos, que tenha compromisso com a Verdade, com a Ciência, com a História e com os fatos e dados, levando a profissionais que gerarão valor para o Brasil do futuro, e não apenas funcionários públicos fantasmas;

Transparência, mostrando aos cidadãos de forma simples os dados da administração pública, liberando informações sobre gastos com cartão de crédito, gastos de gabinete e muito mais, mostrando ao povo como é usado o dinheiro do pagador de imposto;

Eleições limpas, com o fim de horário político, com o fim do financiamento público de campanha e a permissão apenas para doações individuais. Com a participação efetiva do povo em todo o processo eleitoral, evitando assim o cabresto direto ou indireto e o assistencialismo usado como moeda de troca dos políticos, práticas que devem ser criminalizadas;

Saúde que prolongue a vida dos brasileiros, e não o contrário, sem médicos incapazes de ajudar os pacientes e revalidando o registro de médicos estrangeiros no país;

Política justa, evitando a crise, promovendo o impeachment e apoiando o povo brasileiro que sabe que o Brasil só volta a crescer com uma mudança imediata do governo;

Justiça perfeita, com leis que façam sentido, simplificando o nosso sistema legal e evitando distorções desnecessárias que levam a injustiças ou ao excesso de recursos. Justiça que tarda, falha.
Esta carta relembra o papel dos Maçons na História do Brasil. Inspirados pela democracia, pelo poder do povo de verdade, não podemos aceitar as práticas populistas que fazem do Brasil um país muito menor do que deveria ser. Não aceitamos que um poder, o Executivo, queira subjugar os outros dois. E também não iremos aceitar que a nossa frágil democracia seja novamente destruída por um projeto populista e criminoso, similar ao construído por Getúlio, Jânio, Jango, Lula e Dilma.
São os Maçons, e nunca a maçonaria como instituição, que lutam pela Liberdade, Igualdade e Fraternidade em equilíbrio. 
Posto que a liberdade sozinha, sem igualdade e fraternidade, leva à opressão e ao crime. A igualdade solitária, sem liberdade e fraternidade, leva à tirania, à ditadura e ao regime totalitário populista, que promete igualdade, mas entrega uma elite governista e um povo miserável. A fraternidade isolada, por sua vez, poderia levar à falta de liberdade e de igualdade perante a lei, levando-nos a vivermos com medo.
Por sua vez, a liberdade com igualdade sem fraternidade resultaria num regime socialista tirano. 
A igualdade com fraternidade sem liberdade resultaria num regime totalitário coletivista, onde o indivíduo não existiria. E a menor minoria de todas é o indivíduo.

Por último, a Liberdade com Fraternidade sem Igualdade leva ao Brasil que temos hoje, com a lei e os deveres valendo apenas para alguns, enquanto para outros a lei e a justiça podem ser comprados. Com isso criamos diferenças de tratamento entre duas castas sociais, a dos punidos e a dos impunes. 
Somente o equilíbrio entre Liberdade, Igualdade e Fraternidade leva a uma sociedade equilibrada pela Justiça e dedicada à Perfeição. 
Qualquer sociedade que elimine o equilíbrio desse trio irá experimentar o caos e a desordem.
Todas às vezes que países partem para regimes em que um dos 3 poderes quer comandar nos outros 2, temos uma situação de desequilíbrio. É o que vivemos hoje no Brasil.
Somos inspirados pelo Esquadro, símbolo da retidão, e do Compasso, símbolo da Justiça. E queremos que esses símbolos, tão presentes em nossa ordem, sejam levados a sério e colocados em prática em nosso país. 
Por fim, os Maçons do Movimento Avança Brasil exigem que a Sra. Dilma Vana Rousseff renuncie ao seu mandato! Será menos doloroso para nosso povo e para o Brasil. Dada a conjuntura de todos os fatos, a Sra. não terminará seu mandato e qualquer ato protelatório somente gerará mais sofrimento aos brasileiros! Faça como Jânio Quadros, e renuncie ao seu mandato pelas mesmas “forças ocultas”. 
Contamos com o salutar apoio dos Srs. nesse verdadeiro trabalho de pedreiro para construir um Brasil justo e perfeito.

Fraternalmente,
Avança Brasil Maçons

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