A construção do templo: como as obras sagradas podem inspirar o Brasil a avançar para o alto

As catedrais góticas ficaram conhecidas na Idade Média por sua altura e pela forma como era possível construir catedrais tão altos com paredes tão finas e menor uso de materiais. No passado, construções de templos portentosas exigiam paredes espessas de pedra para suportar o peso a grande alturas. Com a tecnologia das ranhuras, as catedrais góticas puderem elevar-se à grandes alturas, permitindo uma evolução na forma como construímos que até hoje são usadas nas grandes obras.

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Catedral gótica em Canela, RS, na Serra Gaúcha, riquíssima em símbolos maçônicos

Construir o templo interior é a principal missão de um maçom em sua vida. Tal obra consiste numa metáfora para aprimorar a si mesmo. Não há templo algum, senão o de nossa própria retidão moral do Esquadro e nosso senso de justiça do Compasso. O maçom deve partir de seu estado bruto para partir para um estado polido, tornando-se útil à construção e à humanidade.

Não dá para sermos brutos, termos lascas e participarmos de um projeto de construção de templo, portanto. Diante dessa verdade, caberá apenas aos irmãos que possuem retidão moral desempenharem bem suas funções para conseguir ajudar o país.

O Brasil é o nosso templo que estamos tentando construir. E esse templo só fará sentido se cada fiel que estiver dentro dele puder entrar e sair com liberdade, puder manifestar a sua fé e o seu esforço com igualdade, e puder, sobretudo, conviver de forma fraterna numa economia de mercado simples e construtiva. Eis o sonho de um maçom inspirado nos antigos ideais da ordem para o nosso país.

Porque não há Brasil sem um sonho de melhoria. Não há Brasil sem senso crítico. Não há Brasil algum com populistas no poder, tomando para si responsabilidades que não existem, fazendo falsas promessas e falsas entregas de promessas. Não há mais tempo para adiarmos o templo do Brasil. Essa construção já começou com o impeachment de Dilma e a denúncia de Lula, mas está longe de terminar.

É preciso ir além e declararmo-nos como construtores livres do país. Todos nós, maçons ou não, temos força para levantar templos à virtude da nação. É preciso esforço maior para o templo do que para as masmorras. As masmorras podem ser justas, mas os templos precisam ser perfeitos. Sem essa visão, não há futuro para o país. E um país sem templo é um país sem futuro.

Israel teve dois de seus templos totalmente destruído por invasores. Em parte porque Israel teria cometido alguns pecados, o Terceiro Templo ainda não foi construído. Uma profecia daria conta de que o Messias, que entraria em Jerusalém num jumento, iria perdoar todos de seus pecados, tornando o templo inútil por muitos anos. Esses anos já estão se passando e hoje já se pensa na construção do Terceiro Templo em Israel. Trata-se da continuação da obra de Salomão que se perdeu na poeira do tempo. Trata-se de uma metáfora ideal para os nossos tempos, já que precisamos, sim, construir mais templos. Sobretudo templos interiores.

Porque, no fim, para melhorarmos o Brasil, é preciso que todos melhoremos a nós mesmos. Não se trata de construir um quarto templo no Brasil, como o templo construído pela Igreja Universal, réplica do templo de Salomão. Trata-se, sim, de construirmos, dentro de nós, um espaço para conter nossas orações, nossos pensamentos bons e nossos projetos perfeitos para o bom futuro de nós mesmos e dos nossos.

É com esse espírito que devemos nos erguer em direção aos que querem destruir a liberdade. A existência de um templo, aliás, é o que nos torna iguais perante a um único Deus. E, se somos iguais diante d’Ele, resta a nós somente nos organizarmos de forma justa para que a vida em sociedade seja perfeita.

Qualquer arranjo onde se escravizam alguns com o dinheiro roubado de outros está longe de ser justo. E o Brasil só será um templo de paz de verdade quando a justiça for o ideal de perfeição de todos nós.

Construa o seu templo interior tendo em mente os seus sonhos mais positivos, suas ideias mais simples e justas e o seu ideal de bondade e moralidade. Com esse templo interior construído, ficará muito mais fácil externar esse templo e trazê-lo para o mundo material, contornando as dificuldades, encontrando e construindo novas estradas que levem a novos caminhos, antes desconhecidos, para que sejamos todos mais livres, iguais e fraternos.

Um país que possamos chamar de templo começa com a aceitação de uma lei constitucional que não admita, jamais, a intervenção de governos na vida das pessoas. E que admita, sempre, que as pessoas possam, sim, intervir no governo. Não há democracia só pagando imposto e votando. É preciso que todos que pagam imposto e votam possam estar dentro do templo, exigindo conhecer o que será feito com o nosso tempo e com o nosso dinheiro. Pois o dinheiro do templo é dinheiro de todos. E não apenas dos sacerdotes vermelhos do mal.

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A arca da aliança é símbolo do que devemos encontrar no interior do templo: as leis que definem a moral divina e universal a serem seguidas pelos justos

Vivamos com sabedoria cada um de nossos dias, para que tenhamos a força necessárias de construir com arte toda a beleza que está em nossos ideais. Para tanto, vista-se com o seu melhor avental de pedreiro e coloque a mão na argamasse. Não se fazem grandes obras sem que se cubra da poeira do trabalho. Não se constróem templos à virtude sem suor, sem imaginação e sem fraternidade.

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